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Investigação
+ análise + comentários críticos + exibição
de imagens + A cartilha do corpo japonês
é um texto sem palavras.
Em seu recente livro Corpos da Memória,
narrativas da cultura do pós-guerra no Japão, o professor
Igarashi Y. explica: a chave para entender
as modificações da cultura japonesa sempre esteve no corpo.
Nasceu do seu ideal de perfeição e de disciplina e reviveu
infinitamente na desconstrução desse mesmo modelo, na
sua degradação. Hoje, pouco ou nada se reconhece da representação
desses "corpos originais", o que transformou as obras em metáforas
vivas da cultura japonesa.
PROGRAMAÇÃO: Dia 25 de Março (Espaço Cultural
Fundação Japão) Dia 26 de Março (Instituto Tomie Ohtake) Exibição de DVD “Ohno Kazuo: Beauty and Strength” Dia 27 de Março (Espaço Cultural
Fundação Japão) DADOS DOS PARTICIPANTES: CHRISTINE GREINER é doutora em Comunicação e Semiótica, coordenadora do Centro de Estudos Orientais da PUC-SP e do curso de Comunicação e Artes do Corpo. Autora dos livros “Butô, pensamento em evolução” (Escrituras, 1998) e “Teatro Nô e o Ocidente” (Annablume, 2000) e de diversos artigos e conferências publicados no Brasil e no Exterior. DARCI KUSANO é doutora em Artes Cênicas, autora de “Os Teatros Bunraku e Kabuki: Uma Visada Barroca” (Perspectiva e Aliança Cultural Brasil-Japão, 1993) e acaba de concluir a sua pesquisa intitulada “O Homem de Teatro e de Cinema Yukio Mishima”, para a obtenção do Grau de Livre Docência na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de S.Paulo. INÊS BOGÉA é crítica de dança da Folha de S.Paulo. Foi bailarina do Grupo Corpo de 1989 até 2001; e organizou um livro sobre a companhia: “Oito ou Nove Ensaios Sobre o Grupo Corpo” (Cosac & Naify, 2001). É autora de “O Livro da Dança” (Companhia das Letrinhas, 2002), e organizadora de “Kazuo Ohno”, com fotos de Emidio Luisi (Cosac & Naify, 2003). JEAN-CLAUDE BERNARDET é doutor em Artes pela ECA-USP onde leciona no curso de Cinema e Video. Diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), é ensaísta, romancista, produtor e realizador de cinema. Dentre muitas obras, é autor do romance “A Doença, uma Experiência” (Companhia das Letras, 1996) e co-autor do roteiro do filme “Através da Janela”, de Tata Amaral. MADALENA HASHIMOTO é pesquisadora e vice-diretora do Centro de Estudos Japoneses da USP. Docente da Faculdade de Filosofia, Letras & Ciências Humanas da USP. Autora do livro “Pintura e Escritura do Mundo Flutuante: Hishikawa Moronobu e ukiyo-e Ihara Saikaku e ukiyo-zôshi” (Hedra, 2002). Dedica-se à pesquisa em artes visuais do Japão e desenvolve também trabalhos visuais na área da gravura. MÁRCIA ABUJAMRA é diretora de teatro. Entre seus trabalhos recentes, estão O Dia Mais Feliz da sua Vida (2002), de Dionísio Neto, Cor de Chá (2001/2002), de Noemi Marinho, As Cidades Invisíveis (2001), inspirado em livro homônimo de Italo Calvino; Van Gogh (1993/2002), adaptação das cartas de Vincent Van Gogh a seu irmão Théo entre outros. Fez mestrado no Department of Performance Studies/NYU-New York University. SONIA BIBE LUYTEN é doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações da USP, com tese sobre mangá, os quadrinhos japoneses. Foi professora da ECA/USP, deu aulas no Japão, na Holanda e França. Atualmente é professora e coordenadora do Programa de Mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Santos. Autora do livro “Mangá, o poder dos quadrinhos japoneses" (Estação Liberdade, 1991), entre outros. RESUMÉ DE ALGUMAS PALESTRAS: KAZUO OHNO NO BRASIL,
por Inês Bogéa
EROTISMO E MORTE EM YUKIO MISHIMA,
por Darci Kusano
IMAGENS-BUTÔ: NIJINSKI,
HIJIKATA, HOSOE, RITCHIE E ARTAUD – EXERCÍCIOS DE SOBREVIVÊNCIA
EM CORPO, PELÍCULA E PAPEL, por Christine Greiner
"AS ESTAMPAS XILOGRÁFICAS SHUNGA: METONÍMIAS DO CORPO ERÓTICO”, por Madalena Hashimoto As estampas xilográficas dos séculos XVII ao XIX, no Japão, foram utilizadas para difundir diversos gêneros pictóricos, entre eles o assim chamado shunga, "pintura-primavera", sendo comumente entendidas, no ocidente, como estampas eróticas. Apresentam-se exemplos retóricos do gênero, centrando-se a análise no aspecto metonímico que as fazem aludir a um universo de regras e subentendidos amorosos, através da utilização de recursos visuais de composição e representação, não raro tornando fundamental o conhecimento de obras literárias e teatrais.
O CONDICIONAL E O PRESENTE
NOS TRAÇOS DO MANGÁ – A REPRESENTAÇÃO
DO CORPO IDEALIZADO, por Sonia Bibe Luyten
LEITURA DRAMÁTICA DE
“A CHAVE” Marido e mulher escrevem, cada um, o seu diário.
Um diário íntimo. Um diário que pretende ser o
espaço para expressar sentimentos que não compartilham
com ninguém mais. Um espaço para confissões que
não fazem um ao outro. Mas, acima de tudo, diários escritos
para serem lidos pelo outro. Esse é o jogo principal de “A Chave” de Junichiro Tanizaki: inventar e estimular o desejo. O desejo de confessar, o desejo de saber
o que normalmente não saberiam, de mostrar que sabem aquilo que
não poderiam saber. E com isso, são capazes de re-inventar
a sua vida amorosa e sexual. Uma cadeia infinita que envolve o leitor
como cúmplice desse jogo. Afinal, o “voyeurismo”
do marido que explora o corpo nu de sua mulher desmaiada pela embriaguez,
equivale-se ao do leitor que tudo acompanha, que tudo vê. A entrega
da mulher aos jogos sexuais do marido exige do leitor a aceitação
das regras do jogo, pois para a total fruição do universo
apresentado, o leitor também tem que se entregar a ele. |
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