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  "NA TRILHA DOS SAMURAIS" [sinopse]

HARAKIRI
(Seppuku, Japão, 1962, p/b, 134 min.) - legendas em português
Direção: Masaki Kobayashi
Elenco: Shichisaburo Amatsu, Yoshio Aoki, Jo Azumi, Hisashi Igawa, Yoshio
Inaba, Akira Ishihama, Shima Iwashita

fotos:divulgação

A paz do século XVII no Japão causou uma crise no seio do Shogunato levando
à falta de trabalho e à pobreza de milhares de samurais. Uma forma honrosa
para o destino segundo o código samurai é o suicídio. Um velho guerreiro,
Hanshiro Tsugumo, pede permissão à um senhor Feudal para cometê-lo. Lá, ele
é informado do destino de seu genro, um jovem samurai que procurou trabalho
na casa, mas foi, ao contrário, forçado a cometer a tradicional Harakiri de
forma dolorosa com uma lâmina de bambu sem corte. Em "flashbacks" o samurai
conta a trágica história do seu genro, e como ele foi forçado a vender sua
espada real para sustentar sua esposa doente e seu filho. Tal situação
provoca desmedido sentimento de vingança.

fotos:divulgação


O DIRETOR - Masaki Kobayashi

Natural de Hokkaido, Kobayashi nasceu em 1916. Durante seu curso de filosofia na universidade de Waseda, estuda também arte oriental com Yaiichi Aizu, de quem recebe uma grande influência . Ingressa na produtora Shochiku, em 1941, logo após se formar. Durante a Segunda Guerra serve como soldado do pelotão de defesa. Após cumprir mais de um ano de reclusão, como prisioneiro de guerra, retorna à Shochiku em 1947, tornando-se assistente de direção de Keisuke Kinoshita. Participa de algumas obras primas do mestre, como Yotsuya Kaidan/The Yotsuya Ghost Story e Karumen, Kokyo ni Kaeru/A volta de Carmen. Em 1952 consegue a oportunidade para dirigir seu primeiro filme, Musuko no Seishun /My son’s Youth. Tanto este filme de estréia como o segundo, Magokoro/Sincerity, 1953, retratam a juventude com extremo lirismo, sendo bem recebido pela crítica. Mas a sua experiência pessoal na Segunda Guerra Munidal o despertou para a vontade de levantar questionamentos filosóficos sobre o trauma da guerra na vida dos japoneses. Este tema se tornou em sua filmografia. Seu terceiro longa metragem, Kabe Atsuki Heya/ The Thick-Walled Room, 1956, teve o roteiro assinado pelo escritor Kobo Abe e denuncia, com dramaticidade, a vida dos prisioneiros de guerra, questionando a real responsabilidade do ato bélico. A Shochiku, temendo criar atritos diplomáticos com os Estados Unidos, retém o lançamento do filme, que aconteceu somente três anos após a conclusão.

Em 1959, inicia a realização daquele que é considerado o maior épico de guerra: Ningen no Joken/Guerra e Humanidade, uma trilogia de 9 horas e 38 minutos de duração, e que levou até 1961 para ser concluído. A consagração internacional de kobayashi veio com a realização de Seppuku/Harakiri, 1962, a sua primeira incursão nos filmes de época mas considerado universalmente como o mais belo filme de Kobayashi. Trata-se de uma análise crítica do código de ética dos samurais durante o século XVII e foi ganhador de um prêmio especial do júri no Festival de Cannes. O mesmo tema seria repetido em outro filme posterior, Joiuchi/Rebelião, 1967, mas sem o mesmo êxito e brilho. Já em Kaidan, 1965, Kobayashi se baseia nos contos de terror compilados pelo jornalista greco-americano Lafcadio Hearn, que viveu no Japão no final do século XIX. Em 1975, realiza um seriado para a televisão que foi posteriormente adaptado para o cinema: kaseki, baseado num romance do escritor Yasushi Inoue, traça um perfil psicológico de um homem iniciando a sua velhice lutando contra o câncer. Perfeccionista ao extremo e também pelo fato de ter iniciado sua carreira tardiamente, Kobayashi produziu poucos filmes se comparado aos colegas de sua geração. O diretor faleceu em 1996.

fotos:divulgação

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