menu
   EVENTO INTERMÍDIA

  >> Veja também:

 ZEROZONES making of [fotos]
 Leituras do Corpo II
 Leituras do Corpo III

  >> Sample de Vídeo

   
   - acesso discado
      Windows Media Video
      (905 KB)

  -  Banda Larga
      Windows Media Video
      (4,48 MB)
 
  LEITURAS DO CORPO JAPONÊS IV - CORPO E CIDADE: DA CORPOREIDADE À CIDADE CORPÓREA

APRESENTAÇÃO

“LEITURAS DO CORPO JAPONÊS” é um evento intermídia, que trafega em vários segmentos do conhecimento e acolhe diferentes linguagens de expressão para investigar e debater os conceitos do corpo enquanto ambiente processador das artes, contextualizado numa imersão específica: a da cultura japonesa.
Em versões anteriores, este evento procurou analisar as correntes ideológicas da arte contemporânea, em especial o Butô, confrontado com as formas clássicas da expressão teatral. Outras vezes, o foco recaiu sobre as representações do corpo em universos literários e de comunicação, abordando temas como o mangá, as gravuras eróticas, a dramaturgia e o cinema.

crédito: ZEROZONES, de Rachel Rosalen


Nesta sua quarta versão, Leituras do Corpo Japonês investe na relação entre o corpo e a cidade. A cidade, entendida como extensão e tradução do corpo. Uma radiografia urbana do corpo mimético, do corpo que se transforma.

PROGRAMA

Dia 4 de Outubro

18h
Inauguração da obra ZEROZONES, de Rachel Rosalen.
ZEROZONES é uma vídeo-instalação interativa, criada especialmente para o espaço da Fundação Japão. Da metrópole caída resta um corpo em estado de sítio. Do abismo da memória, as transformações violentas. Nestes fragmentos de cidade, o corpo digitalizado transforma em experiência mediatizada os velhos rituais.
>> VEJA o MAKING OF da instalação ZEROZONES (clique aqui)

19 h Palestra Inaugural
“O Corpo Japonês: Festividade e Corporalidade“
Prof. Dr. Hirochika Nakamaki, Museu Nacional de Etnologia de Osaka, e professor visitante da Universidade de S.Paulo
Deuses e homens se encontram nos festivais. A celebração permitida entre os corpos e os espíritos. Do movimento dos corpos, a coreografia de uma performance-encontro possível entre as divindades e os homens.

Dia 5 de Outubro

15 hs e 17 hs
Exibição do filme: “Cadernos de Notas Sobre Roupas e Cidades” (Aufzeichnungen zu Kleidern und Städten) - 1989, 1h19min, de Win Wenders

Ensaio sobre o estilista de moda japonês Yohji Yamamoto e suas criações. Wenders aborda neste filme questões de identidade, individualidade, falsificações e obras autênticas.

19 hs
Painel de Discussão: Atlas de Corpos Urbanos
Com Profa. Dra. Christine Greiner e o pesquisador Miguel Chaia.
O trânsito do corpo urbano pelas artes plásticas, pela dramaturgia, pela moda e especialmente na dança, com especial foco sobre as tendências da dança e do teatro japonês e sua relação com a cidade.

Dia 6 de Outubro

19 hs
Painel de Discussão: Transitoriedade e Permanência dos Corpos -Intervenções e Fluxos
Com a coreógrafa Marta Soares, o diretor de Grupo Teatro da Vertigem, Antonio Araújo e o crítico de arte e curador Agnaldo Farias.
As experiências de Marta Soares, com “O Banho”, sua recente criação, e as obras de Antonio Araújo (O Livro de Jó, Paraíso Perdido, Apocalipse, 1.11) apontam em direção a uma necessidade de ocupar espaços não convencionais para arte. O crítico Agnaldo Farias conversa sobre as tendências da arte contemporãnea, e da necessidade de se interpretar os espaços nas criações site specific.

Dia 7 de Outubro

15 hs às 21 hs
ZEROZONES em exibição atendendo a pedidos do público




ZEROZONES estará em exibição nos seguintes horários:
Dia 4: 18hs às 21hs
Dia 5: 15hs às 21 hs
Dia 6: 15hs às 21 hs
Dia 7: 15hs às 21 hs (atendendo a pedidos)

PERFIL DOS PARTICIPANTES

Agnaldo Farias é arquiteto e crítico de arte, professor de Teoria da Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Curador de artes visuais do Instituto Tomie Ohtake. Na Bienal de S. Paulo atuou como curador da Representação Brasileira (25a edição) e como curador-adjunto (23a. edição). Dentre suas publicações destacam-se “Bienal – 50 anos”. São Paulo, FBSP, 2001, “La arquitectura de Ruy Ohtake”. Madrid, Celeste, 1994. No exterior, atuou como Comissário do Brasil para a 46a. Bienal de Veneza e na 5a. Bienal de Havana. Em fevereiro de 2005 irá ao Japão, a convite da The Japan Foundation.

Antônio Araújo, Professor de direção teatral no Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. No Teatro da Vertigem, grupo que criou em 1992, dirigiu o Paraíso Perdido (na Igreja Santa Ifigênia),O Livro de Jó (no Hospital Umberto Primo) eApocalipse 1,11 (no Presídio do Hipódromo). Em 95, ganhou com o espetáculo O Livro de Jó os prêmios de melhor diretor APCA, Mambembe, Shell e Apetesp. Pelo espetáculo Apocalipse 1,11 ganhou o Shell 2000 de melhor diretor. Ganhador da bolsa Fellowship of the Americas, concedida pela The John F. Kennedy Center for the Performing Arts (Washington, EUA, 1996), através do qual realizou estágios com diretores como Joanne Akalaitis, Andrei Serban, Joseph Chaikin, Robert Wilson, Anne Bogart e Richard Foreman, entre outros, tendo ministrado palestras sobre direção teatral e teatro brasileiro, nos departamentos de teatro da Julliard School e Columbia University (1996-1997).

Christine Greiner é Pós-doutora pela Universidade de Tokyo, é professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica e coordenadora do Centro de Estudos Orientais da Pontifícia Universidade Católica - SP. Autora dos livros “Butô – Pensamento em Evolução” e “Teatro Nô e o Ocidente” e de diversos artigos e capítulos de livros publicados no Brasil e no Exterior (França, Estados Unidos e Japão). Foi bosista da The Japan Foundation, por duas, em 1995 e 2002 e atualmente prepara sua cátedra, a convite do International Research Center for Japanese Studies, em Kyoto, Japão.

Hirochika Nakamaki, antropólogo, professor titular do Departamento de Pesquisas de Culturas do Museu Nacional de Etnologia, Osaka, Japão. Sua área de especialização é Antropologia da Religião. Publicou em 2003, Japanese Religions at Home and Abroad, pela Ed. RoutledgeCurzon. De suas obras publicadas, detacam-se Festividades Japonesas – Paisagens Sonoras das Festividades, Maruzen, 1991; Ontem Daimio, hoje Empresa – empresas e religiões, Tankosha, 1992. Este ano, está no Brasil como Professor Visitante da Universidade de S.Paulo, pela Japan Foundation.

Marta Soares é dançarina e coreógrafa. Completou o One Year Course no Laban Centre em Londres. Bacharel em Artes pela State University of New York. Analista de Movimento pelo Laban/Bartenieff Institute of Movement Studies,NY. Recebeu a bolsa para artistas da Fundação Japão, através da qual estudou com Kazuo Ohno em Tokyo. No Brasil realizou o solo "Les Poupées" (Prêmio APCA 1997); o trabalho em grupo "Formless" (1998); recebeu a Bolsa Vitae de Artes através da qual realizou o solo "O Homem de Jasmim" ( Prêmios APCA 2001). É mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP onde leciona na faculdade de Comunicação das Artes do Corpo. Recentemente recebeu a Bolsa para Pesquisa e Criação artística da John Simon Guggenheim Foundation através da qual desenvolveu a instalação coreográfica "O Banho" que teve a sua estréia em março de 2004 na Galeria Vermelho.

Miguel Wady Chaia é doutor em Sociologia pela USP, professor do Programa de
Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC-SP, organizador do livro Mídia e
Política (EDUC, 2000). Autor de diversos artigos e conferências acerca de
Arte, Política e Ciência, entre os quais destacam-se temas específicos como:
Vida e Política em Shakeaspeare, a Dimensão Política da Arte, São Paulo a
cidade que não dorme, Ciência e Filosofia na arte de Tomie Ohtake e Arte
Degenerada, arte e política no nazismo. Coordenador e pesquisador do Núcleo de Estudos em Arte Midia e Política da PUC-SP.

Rachel Rosalen é artista visual, com trabalhos marcados pelo hibridismo entre linguagens e pela pesquisa sobre o corpo. Com formação em Arquitetura e Urbanismo e mestrado em Multimeios pela Unicamp, seu olhar se foca na interpretação da paisagem urbana, vinculada às artes do corpo, herdada através de suas experimentações com a dança contemporânea e o teatro físico.
O suporte normalmente eleito pela artista é a videoinstalação e outros processos intermidiáticos, e recentemente, sua atuação na área da arte interativa se tornam cada vez mais presente. Foi bolsista em artes da The Japan Foundation em 2003. No Japão desenvolveu importantes obras, como “Tokyo-In”, “Red Dreams”, “Waiting”, e uma retrospectiva de seus trabalhos está programada na Image Forum/Tokyo, em Outubro de 2004. Prepara sua instalação interativa, Opticaldesires Eropticalpassings.

crédito: ZEROZONES, de Rachel Rosalen

Palestra Inaugural, prof. Hirochika Nakamaki
Festividade e Corporalidade: Verbos como palavras chaves
Os Festivais são uma performance resultante da colaboração entre as pessoas e os deuses. As divindades se desnudam de sua existência espiritual nos festivais para assumir configurações físicas. Seus ícones trafegam por aldeias e cidades. O homem, por sua vez, aproxima-se das representações dessas divindades, e nos festivais, celebram o encontro permitido entre os corpos e os espíritos. Oferendas, música e bebida marcam o cruzamento entre o sagrado e o profano autorizado.
Do movimento dos corpos, de suas ações enquanto verbo, a coreografia de uma performance-encontro possível entre as divindades e os homens.

AS OBRAS EM DESTAQUE NESTE PROJETO

foto: João Caldas
  “O Banho” , de Marta Soares é uma meditação sobre a passagem do tempo. O corpo da performer permanece imerso em uma banheira e permanece como se suspenso pelo ponto no qual se encontra entre a vida e a morte. “O Banho” é composto por elementos de dança, performance e vídeo cujas imagens (realizadas a partir de reflexos) remetem a dissolução do corpo em uma reflexão sobre a sua efemeridade.
As imagens da vídeo instalação foram realizadas na casa da D.Yayá, um patrimônio histórico existente no bairro do Bexiga em São Paulo. Considerada doente mental D.Yayá teve a sua casa parcialmente transformada em um hospital psiquiátrico privado, onde permaneceu isolada por quarenta anos (1923/1962). Sua casa é um testemunho sobre a maneira como eram tratados os doentes mentais no início do século XX.
A performance “O Banho” é também um memorial para conscientização da sua resistência e um ritual de limpeza e cura. “O Banho” foi parcialmente realizado com a bolsa de apoio a pesquisa e criação artística da John Simon Guggenheim Foundation e teve a sua estréia na Galeria Vermelho dia 5/3/2004.
 
“ZEROZONES”, de Rachel Rosalen é uma video-instalação interativa, criada especialmente para o espaço da Fundação Japão . Da metrópole caída resta um corpo em estado de sítio. Do abismo da memória, as transformações violentas. Nestes fragmentos de cidade, o corpo digitalizado transforma em experiência mediatizada os velhos rituais. O percurso na instalação remete a uma experiência onde o espectador dispara seqüências randômicas de imagens que remetem à dissolução e à síntese. Imagens arquetípicas apontam para a virtualidade do corpo pós-contemporâneo.  
foto: divulgação
A tradicional casa de chá, no final do percurso, cria o contraponto reflexivo para rever as suas próprias transformações.

>> VEJA o [MAKING OF] da instalação ZEROZONES (clique aqui)

 

Realização: FUNDAÇÃO JAPÃO

Colaboração: Instituto Goethe / COVISERV/ Estúdio Votupoca / SENAC /
SONY / KITANI

Apoio: Centro de Estudos Orientais / PUCSP

Entrada Gratuita e sujeito às condições de lotação.

ESPAÇO CULTURAL FUNDAÇÃO JAPÃO
Av. Paulista 37 1o. Andar São Paulo SP
Telefones: (11)3141-0110, 3141-0843


copy