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| MOSTRA >> Veja também: - OS SETE AFLUENTES DO RIO OTA - 2003 |
Os Sete Afluentes do Rio Ota “Talvez a maior façanha da Mostra Contemporânea tenha sido o espetáculo “Os Sete Afluentes do Rio Ota” ter mantido o público absorto e emocionado ao longo das 5 horas de apresentação. Isto é devido a uma produção cuidada e interpretações memoráveis...” - Walmir Santos – Folha de São Paulo “Foram cinco horas de duração... “O espetáculo”Os Sete Afluentes do Rio Ota”, concebido por Robert Lepage e dirigido no Brasil por Monique Gardenberg foi aplaudido calorosamente pelo público que não arredou pé do teatro... Realmente o espetáculo encanta os sentidos com sua beleza plástica e sonora desde a primeira cena...” – Beth Néspoli – O Estado de São Paulo “O público sai para o intervalo comovido. Será consolado com o frescor de Maria Luisa Mendonça, que faz uma menina que escapa por mágica de um campo de concentração. Mas desde então e independentemente de questões teóricas, “Os Sete Afluentes do Rio Ota” é inesquecível.” – Sérgio Sálvia Coelho – Folha de São Paulo “... e o que vem pela frente é pura emoção em forma de épico... Um pacote comovente, caloroso, humano, pulsante e de quebra ainda tem o luxo de contar com atores inacreditáveis e deslumbrantes como Caco Ciocler, Maria Luisa Mendonça, Beth Goulart, Paschoal da Conceição... sem desmerecer o elenco como um todo.” – Humberto Slowik – O Estado do Paraná “ Cinco horas sem cansar. “Os Sete Afluentes do Rio Ota” traz elenco excelente em texto de um dos mestres da vanguarda teatral... Um dos grandes méritos desse encontro – além da qualidade da montagem brasileira e dos desempenhos de elevado nível – é o conhecimento do universo cênico de Lepage, um dos criadores teatrais mais instigantes da atualidade” – Aguinaldo R. da Cunha – Diário de São Paulo “Agradeço ao magistral Paulo Autran por ter me convencido de que as cinco horas de duração de ‘Os Sete Afluentes do Rio Ota’ não achatam o traseiro. A peça deveria ser tombada como patrimônio da cidade” – Bárbara Gancia – Folha de São Paulo Como tantos trabalhos de Robert Lepage, Os Sete Afluentes do Rio Ota é um projeto que se define por um paradoxo. Foi um paradoxo que inspirou a peça: em sua primeira viagem para Hiroshima, ele esperava encontrar a devastação e, ao invés disto, descobriu um lugar cheio de vitalidade e renascimento. Ficou tão impressionado que decidiu criar uma produção que fizesse dessa situação inesperada seu ponto de partida. Reuniu um grupo bastante criativo e os ensaios começaram na cidade de Quebec, em Janeiro de 1994. Lepage sabia que queria criar uma produção colaborativa, em que se juntassem gêneros que fossem além dos aspectos tradicionais da arte de representar. Ele queria que o trabalho fosse reconhecido internacionalmente, não somente para a apresentação da sua companhia, mas pela estrutura como foi formada, pelos assuntos abordados e pela maneira como a linguagem teatral foi tratada. Queria que fosse um épico teatral. Nos ambientes tradicionais do teatro, o texto é o elemento catalisador da produção, onde o cenário físico está entre os últimos elementos a se arranjarem dentro do processo criativo. Os Sete Afluentes do Rio Ota muda este padrão: o cenário foi uma das primeiras coisas a serem definidas, e o retângulo de madeira tornou-se uma moldura natural de uma produção que se recriaria constantemente durante os três anos de vida. Os colaboradores criaram o espetáculo através de um processo cíclico de improvisação, discussão e estruturação, fazendo mudanças através do processo, determinando o texto final somente a poucos dias antes da estréia. Robert Lepage e seus colaboradores se colocaram diante de uma grande prova, tão imensa quanto profundamente necessária. Eles buscaram criar um teatro onde a aterrorizadora e incompreensível realidade do nosso tempo estivesse definitivamente ligada aos insignificantes detalhes do nosso dia a dia. Para tanto, eles se utilizam de uma técnica que hoje está a serviço e sustenta a humanidade de um espetáculo ao vivo. Uma prova esplêndida, uma ambição heróica. A MONTAGEM BRASILEIRA
“Os Sete Afluentes do Rio Ota, uma locação literal e metafórica para uma jornada teatral através da última metade do século passado. A peça é um espelho onde opostos aparentes – Ocidente e Oriente, tragédia e comédia, masculino e feminino, vida e morte – são revelados como reflexões de uma mesma realidade. Quando assisti a este espetáculo em 1996, tive a certeza de estar diante de uma obra-prima, de uma experiência teatral sem precedentes. Pela primeira vez, o teatro transcendeu o palco, suas limitações técnicas, para viajar pelo tempo, pelo espaço e sublimou, como num toque de mágica, o distanciamento imposto pela autoridade da encenação teatral para chegar muito perto de cada um de nós. Ao atravessar os últimos cinqüenta anos do Século XX, esta obra nos revela, com toda a poesia e delicadeza, nossa comovente insignificância e complexa humanidade.” Monique Gardenberg A partir dessa visão, nasceu a adaptação da obra de Lepage, em cima de improvisações, num processo colaborativo da equipe brasileira. A escolha de um elenco apropriado e a mistura da linguagem própria de Monique com a do artista canadense, tornou essa montagem um momento especial na carreira de todos os envolvidos. O FORMATO 2. Jeffreys — Nova York, 1965 3. Palavras — Osaka, 1970 4. Um Casamento — Amsterdã, 1985 5. O Espelho — Hiroshima, 1986 / Terezin, 1943 6. A Entrevista — Hiroshima, 1995 7. O Trovão — Hiroshima, 2000 O ELENCO A DIRETORA MONIQUE GARDENBERG - PERFIL Monique Gardenberg nasceu em 1958 em Salvador, Bahia. Em 1975, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou Economia na UFRJ. Nos anos de graduação, organizou e produziu inúmeros eventos culturais como parte do movimento pela abertura política do País, entre os quais mega-shows liderados por Chico Buarque. Em 1982, fundou com a irmã Sylvia Gardenberg a Dueto Produções, criando e produzindo eventos culturais de grande porte e com repercussão nacional e internacional. Em 1989, cursou a escola de cinema da Universidade de Nova York, mesmo ano em que escreveu e dirigiu o curta-metragem Day 67. Em 1993, escreveu e dirigiu o curta Diário Noturno, estrelado por Marieta Severo, que conquistou Kikitos para direção, atriz, fotografia e montagem no Festival de Cinema de Gramado e o prêmio máximo no de Brasília. No exterior, recebeu a Palma de Prata no Festival de Viña Del Mar e o Prêmio Especial do Júri no de Buenos Aires e convite para participar do 51º Festival de Cinema de Veneza. Três anos depois, Monique lançou seu primeiro longa, Jenipapo, que obteve críticas amplamente favoráveis no Brasil e no exterior e integrou a seleção oficial dos festivais de cinema de Sundance, Toronto e Roterdã, entre outros. Ainda em 1996, ela dirigiu o especial Cabalero de Fina Estampa, de Caetano Veloso. Dois anos mais tarde, iniciou a adaptação para o cinema do livro Benjamin, de Chico Buarque, que estreou nos cinemas em 2004. Em Março de 1999, finalizou Prenda Minha, especial e home video de Caetano Veloso. Em 2003, começou na direção teatral com Os Sete Afluentes do Rio Ota. O segundo espetáculo dirigido por Monique Gardenberg, Baque, de Neil Labute, atualmente em cartaz em São Paulo, estreou no Rio de Janeiro em março de 2005, onde arrebatou 5 indicações ao prêmio Shell, incluindo Melhor Direção. DUETO PRODUÇÕES - REALIZAÇÕES DANÇA TEATRO CINEMA A EQUIPE Recebeu cinco indicações para o Prêmio Shell de Teatro: Foi apresentada no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto com duas sessões no mesmo dia Fez uma temporada em SP no Teatro Sesc Anchieta Apresentada em Brasília, no teatro do O espetáculo retorna a São Paulo, de onde saiu aclamado, A temporada carioca de 2005, no Teatro do Leblon com casas lotadas repete o fenômeno de outras capitais.
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