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  - OS SETE AFLUENTES
    DO RIO OTA - 2003

 
  OS SETE AFLUENTES DO RIO OTA

Os Sete Afluentes do Rio Ota
Grande sucesso do teatro contemporâneo volta em cartaz para marcar os 60 Anos da Bomba Atômica em Hiroshima e Nagasaki.
Atendendo aos inúmeros pedidos de BIS!! Não percam esta última oportunidade.


O ESPETÁCULO

Os Sete Afluentes do Rio Ota, espetáculo teatral inspirado na obra-prima de Robert Lepage e grupo Ex-Machina, dirigido por Monique Gardenberg e co-dirigido por Michele Matalon retorna a São Paulo, onde fica em cartaz entre 1º de outubro e 6 de novembro, no Teatro do SESC Pinheiros, em São Paulo.

Um grandioso elenco, que reúne nomes como Maria Luiza Mendonça, Caco Ciocler, Simone Spoladore, Graziela Moretto e Helena Ignez entre muitos outros, recebeu 5 indicações para o prêmio Shell de Teatro (direção, ator, cenário, figurino e iluminação), foi elogiado pela crítica especializada e volta a São Paulo por exigência do público que o consagrou e transformou esse espetáculo, com suas 5 horas de duração, em um marco no teatro brasileiro, que mistura linguagens em uma experiência teatral sem precedentes.

A viabilização da volta deste épico teatral para São Paulo é resultado da soma de esforços de alguns notáveis empreendedores do teatro e cinema brasileiros, com as imprescindíveis parcerias e apoios culturais de instituições e empresas – algumas que acompanham esse projeto desde seu nascimento, em 2002, até sua transformação no atual fenômeno teatral, como definiram os críticos:

Talvez a maior façanha da Mostra Contemporânea tenha sido o espetáculo “Os Sete Afluentes do Rio Ota” ter mantido o público absorto e emocionado ao longo das 5 horas de apresentação. Isto é devido a uma produção cuidada e interpretações memoráveis...” - Walmir Santos – Folha de São Paulo

Foram cinco horas de duração... “O espetáculo”Os Sete Afluentes do Rio Ota”, concebido por Robert Lepage e dirigido no Brasil por Monique Gardenberg foi aplaudido calorosamente pelo público que não arredou pé do teatro... Realmente o espetáculo encanta os sentidos com sua beleza plástica e sonora desde a primeira cena...” – Beth Néspoli – O Estado de São Paulo

O público sai para o intervalo comovido. Será consolado com o frescor de Maria Luisa Mendonça, que faz uma menina que escapa por mágica de um campo de concentração. Mas desde então e independentemente de questões teóricas, “Os Sete Afluentes do Rio Ota” é inesquecível.” – Sérgio Sálvia Coelho – Folha de São Paulo

... e o que vem pela frente é pura emoção em forma de épico... Um pacote comovente, caloroso, humano, pulsante e de quebra ainda tem o luxo de contar com atores inacreditáveis e deslumbrantes como Caco Ciocler, Maria Luisa Mendonça, Beth Goulart, Paschoal da Conceição... sem desmerecer o elenco como um todo.” – Humberto Slowik – O Estado do Paraná

Cinco horas sem cansar. “Os Sete Afluentes do Rio Ota” traz elenco excelente em texto de um dos mestres da vanguarda teatral... Um dos grandes méritos desse encontro – além da qualidade da montagem brasileira e dos desempenhos de elevado nível – é o conhecimento do universo cênico de Lepage, um dos criadores teatrais mais instigantes da atualidade” – Aguinaldo R. da Cunha – Diário de São Paulo

Agradeço ao magistral Paulo Autran por ter me convencido de que as cinco horas de duração de ‘Os Sete Afluentes do Rio Ota’ não achatam o traseiro. A peça deveria ser tombada como patrimônio da cidade” – Bárbara Gancia – Folha de São Paulo


A CRIAÇÃO

Como tantos trabalhos de Robert Lepage, Os Sete Afluentes do Rio Ota é um projeto que se define por um paradoxo. Foi um paradoxo que inspirou a peça: em sua primeira viagem para Hiroshima, ele esperava encontrar a devastação e, ao invés disto, descobriu um lugar cheio de vitalidade e renascimento. Ficou tão impressionado que decidiu criar uma produção que fizesse dessa situação inesperada seu ponto de partida.

Reuniu um grupo bastante criativo e os ensaios começaram na cidade de Quebec, em Janeiro de 1994. Lepage sabia que queria criar uma produção colaborativa, em que se juntassem gêneros que fossem além dos aspectos tradicionais da arte de representar. Ele queria que o trabalho fosse reconhecido internacionalmente, não somente para a apresentação da sua companhia, mas pela estrutura como foi formada, pelos assuntos abordados e pela maneira como a linguagem teatral foi tratada. Queria que fosse um épico teatral.

Nos ambientes tradicionais do teatro, o texto é o elemento catalisador da produção, onde o cenário físico está entre os últimos elementos a se arranjarem dentro do processo criativo. Os Sete Afluentes do Rio Ota muda este padrão: o cenário foi uma das primeiras coisas a serem definidas, e o retângulo de madeira tornou-se uma moldura natural de uma produção que se recriaria constantemente durante os três anos de vida. Os colaboradores criaram o espetáculo através de um processo cíclico de improvisação, discussão e estruturação, fazendo mudanças através do processo, determinando o texto final somente a poucos dias antes da estréia.

Robert Lepage e seus colaboradores se colocaram diante de uma grande prova, tão imensa quanto profundamente necessária. Eles buscaram criar um teatro onde a aterrorizadora e incompreensível realidade do nosso tempo estivesse definitivamente ligada aos insignificantes detalhes do nosso dia a dia. Para tanto, eles se utilizam de uma técnica que hoje está a serviço e sustenta a humanidade de um espetáculo ao vivo. Uma prova esplêndida, uma ambição heróica.

A MONTAGEM BRASILEIRA

foto:divulgação

“Os Sete Afluentes do Rio Ota, uma locação literal e metafórica para uma jornada teatral através da última metade do século passado. A peça é um espelho onde opostos aparentes – Ocidente e Oriente, tragédia e comédia, masculino e feminino, vida e morte – são revelados como reflexões de uma mesma realidade.

Quando assisti a este espetáculo em 1996, tive a certeza de estar diante de uma obra-prima, de uma experiência teatral sem precedentes. Pela primeira vez, o teatro transcendeu o palco, suas limitações técnicas, para viajar pelo tempo, pelo espaço e sublimou, como num toque de mágica, o distanciamento imposto pela autoridade da encenação teatral para chegar muito perto de cada um de nós. Ao atravessar os últimos cinqüenta anos do Século XX, esta obra nos revela, com toda a poesia e delicadeza, nossa comovente insignificância e complexa humanidade.”

Monique Gardenberg

A partir dessa visão, nasceu a adaptação da obra de Lepage, em cima de improvisações, num processo colaborativo da equipe brasileira. A escolha de um elenco apropriado e a mistura da linguagem própria de Monique com a do artista canadense, tornou essa montagem um momento especial na carreira de todos os envolvidos.

O FORMATO

A peça é um épico e está dividida em sete capítulos, que se passam em diversas partes do mundo, em épocas distintas.

1. Fotografias — Hiroshima, 1945/1946
Munido de curiosidade e respeito, o soldado norte-americano Luke O’Connor (Caco Ciocler) percorre a cidade fotografando, a serviço dos superiores, casas que resistiram à bomba atômica. Em seu caminho conhece Nozomi (Graziela Moretto), cujo rosto foi deformado pela radiação, e eles têm uma noite de amor.

2. Jeffreys — Nova York, 1965
Vinte anos depois, Jeffrey Yamashita (Jiddu Pinheiro), filho de Luke e Nozomi, alcança seu velado objetivo e se aproxima dos familiares norte-americanos. O capítulo, pleno de humor e música, nos leva à década das mudanças de comportamento e à personagem Ada Weber (Simone Spoladore), que se desenvolverá nas partes seguintes.

3. Palavras — Osaka, 1970
Uma divertida reflexão sobre a incomunicabilidade humana. No episódio, um tradutor (Sérgio Maciel) se vê mediando situações em que tratórias pessoais, idiomas, nacionalidades e egos mais divergem que convergem.

4. Um Casamento — Amsterdã, 1985
Aids, eutanásia e solidão são temas que aproximam os personagens centrais da história, como Ada Weber (Simone Spoladore), os irmãos Jeffrey O’Connor (Caco Ciolcler) e Jeffrey Yamashita (Jiddu Pinheiro), Hanako (Maria Luisa Mendonça) e Jana Capek (Helena Ignez).

5. O Espelho — Hiroshima, 1986 / Terezin, 1943
Jana Capek adulta (Helena Ignez) relembra a desesperada passagem pelo campo de concentração nazista de Terezin, onde ela, menina (Maria Luisa Mendonça), luta pela sobrevivência ao lado de artistas e intelectuais judeus.

6. A Entrevista — Hiroshima, 1995
Passados mais de 50 anos do campo de concentração, Jana Capek (Helena Ignez) é uma mulher voluntariamente recolhida. A paz é um tanto abalada pela hilária personagem Patricia Herbert (Graziela Moretto), que ignora o que é realidade e ficção e atropela a História, compondo uma sátira aos modismos contemporâneos.

7. O Trovão — Hiroshima, 2000
O encontro de Hanako (Maria Luisa Mendonça) com o jovem bailarino Pierre (Felipe Kannenberg) fecha, com contagiantes indícios de esperança, o ciclo que tantas vidas atravessaram, influenciando culturas e gerações.

O ELENCO

Maria Luiza Mendonça
Hanako, Karen, Jana Chapek
Caco Ciocler
Luke O’Connor, Jeffrey O’Connor
Simone Spoladore
Ada Weber
Graziela Moretto
Nozomi, Patricia Herbert
Helena Ignez
Enfermeira, Madame Petypon, Jana Chapek
Lorena da Silva
Sogra, Shophie Maltais, Rachel Goldberg, Médica, cinegrafista
Jiddu Pinheiro
Jeffrey Yamashita, David Yamashita
Madalena Bernardes
Sarah Weber
Gilles Gwizdek
Walter Lapointe
Thierry Tremouroux
François-Xavier, Monsieur Petypon, Michel, Maurice Zimmermann
Charly Braun
Kevin, Soldado Alemão, Etienne, Regis Picard
Felipe Kannenberg
A Esfinge, Pierre Maltais
Sérgio Maciel
Bibliotecário, Tradutor, Garçon,
Bruno Oliveira
Luke O’Connor (velho) , Raymond Matalon

A DIRETORA

MONIQUE GARDENBERG - PERFIL

Monique Gardenberg nasceu em 1958 em Salvador, Bahia. Em 1975, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou Economia na UFRJ. Nos anos de graduação, organizou e produziu inúmeros eventos culturais como parte do movimento pela abertura política do País, entre os quais mega-shows liderados por Chico Buarque.

Em 1982, fundou com a irmã Sylvia Gardenberg a Dueto Produções, criando e produzindo eventos culturais de grande porte e com repercussão nacional e internacional. Em 1989, cursou a escola de cinema da Universidade de Nova York, mesmo ano em que escreveu e dirigiu o curta-metragem Day 67.

Em 1993, escreveu e dirigiu o curta Diário Noturno, estrelado por Marieta Severo, que conquistou Kikitos para direção, atriz, fotografia e montagem no Festival de Cinema de Gramado e o prêmio máximo no de Brasília. No exterior, recebeu a Palma de Prata no Festival de Viña Del Mar e o Prêmio Especial do Júri no de Buenos Aires e convite para participar do 51º Festival de Cinema de Veneza.

Três anos depois, Monique lançou seu primeiro longa, Jenipapo, que obteve críticas amplamente favoráveis no Brasil e no exterior e integrou a seleção oficial dos festivais de cinema de Sundance, Toronto e Roterdã, entre outros.

Ainda em 1996, ela dirigiu o especial Cabalero de Fina Estampa, de Caetano Veloso. Dois anos mais tarde, iniciou a adaptação para o cinema do livro Benjamin, de Chico Buarque, que estreou nos cinemas em 2004. Em Março de 1999, finalizou Prenda Minha, especial e home video de Caetano Veloso. Em 2003, começou na direção teatral com Os Sete Afluentes do Rio Ota. O segundo espetáculo dirigido por Monique Gardenberg, Baque, de Neil Labute, atualmente em cartaz em São Paulo, estreou no Rio de Janeiro em março de 2005, onde arrebatou 5 indicações ao prêmio Shell, incluindo Melhor Direção.

DUETO PRODUÇÕES - REALIZAÇÕES

MÚSICA
• Tim Festival, 2003.
• Free Jazz Festival, 1985-1999.
• The Rolling Stones, "Bridges to Babylon", 1998.
• Elton John, Made for Brazil, 1995.
• Madonna, "The Girlie Show", 1993.
• Centro Cultural Banco do Brasil- Eventos Anuais, 1990-1999.
• Djavan, produção e administração, 1980-1987.
• Marina, produção e administração, 1987-1989.
• Tournées com artistas internacionais: Oasis, Green Day, Smashing Pumpkins, Lou Reed, Philip Glass, Laurie Anderson, Bobby McFerrin, Wayne Shorter, Stanley Jordan, entre outros.

DANÇA
• Carlton Arts Festival, 2000.
• Pina Bausch, Sankai Juku, Bill T. Jones, 1997.
• Carlton Dance Festival, 1987-1996.
• Tournées com diversos grupos estrangeiros: Momix Dance Theater ,
Stephen Petronio Company, Michael Clark & Co., David Parsons Company.

TEATRO
• "As Três Irmãs", direção Bia Lessa, Rio de Janeiro, 1998.
• "Ham-let", direção José Celso Martinez Correa, Rio de Janeiro, 1995.
• "Cinco Vezes Comédia", direção coletiva, Rio de Janeiro, 1994.
• "O Auto-Falante", com Pedro Cardoso, 1992.
• "Flash and Crash Days", com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, 1991.
• "Fim de Jogo", com Giulia Gam e Bete Coelho, 1990.

CINEMA
• “Benjamim” longa-metragem dirigido por Monique Gardenberg, 2002.
• "Prenda Minha", especial Caetano Veloso, 1999.
• "Da Gaivota", documentário com Fernanda Montenegro, 1999.
• "Jenipapo", longa-metragem dirigido por Monique Gardenberg, 1996.
• "Caballero de Fina Estampa", especial Caetano Veloso, 1996.
• "Diário Noturno", curta-metragem dirigido por Monique Gardenberg, 1993.
• Clips Musicais de Caetano Veloso, Gabriel O Pensador, Marina Lima,
Martinho da Vila, Barão Vermelho, Ivete Sangalo, Olodum entre outros.

A EQUIPE

Monique Gardenberg
Direção
Michele Matalon
Co-Direção
Helio Eichbauer
Cenário
Maneco Quinderé
Iluminação
Marcelo Pies
Figurino
Sonia Pena
Visagismo
Sara Silveira e Roberto Ronchezel
Produção

Histórico
Os Sete Afluentes do Rio Ota cumpriu temporada de dois meses e meio (outubro a dezembro) no Centro Cultural Banco do Brasil em 2002, onde alcançou enorme sucesso entre o público apreciador de teatro e a crítica especializada.

Recebeu cinco indicações para o Prêmio Shell de Teatro:
Melhor Direção – Monique Gardenberg
Melhor Ator – Caco Ciocler
Melhor Cenário – Hélio Eichbauer
Melhor Figurino – Marcelo Pies
Melhor Iluminação – Maneco Quinderé

A peça ainda participou do 12° Festival de Teatro de Curitiba com enorme sucesso
25 e 26 de março de 2003

Foi apresentada no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto com duas sessões no mesmo dia
27 de julho de 2003

Fez uma temporada em SP no Teatro Sesc Anchieta
com enorme sucesso e lotação esgotada encerramento
06 de junho a 06 de julho de 2003

Apresentada em Brasília, no teatro do
Centro Cultural Banco do Brasil, com casa lotada
entre 14 e 23 de maio de 2004. Temporada prorrogada até 31 de maio. Ingressos colocados à venda para sessões extras esgotados em menos de duas horas

O espetáculo retorna a São Paulo, de onde saiu aclamado,
para uma nova temporada de enorme sucesso
no Teatro Hilton, entre junho e setembro de 2004

A temporada carioca de 2005, no Teatro do Leblon com casas lotadas repete o fenômeno de outras capitais.

Serviço
espetáculo: Os Sete Afluentes do Rio Ota
local: SESC – Pinheiros
Rua Paes Leme, 195
Pinheiros - São Paulo-SP
Tel: (11) 3095-9400
data: 1 de outubro a 6 de novembro de 2005
horário: 20h aos sábados e 18h aos domingos

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