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Kagura, o ritual que invoca
a paz, a prosperidade
e a harmonia
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Fundação Japão traz ritual tradicional
japonês para São Paulo

Em 2008 teremos a oportunidade de assistir
às apresentações de Kagura no
Centro Cultural São Paulo, no Anhembi
e nas comemorações do aniversário
da cidade de São Paulo. No Centro
Cultural São Paulo, além da apresentação,
será realizada uma exposição
e um workshop. Kagura também é um
dos destaques da Semana de Cultura
Japonesa no Anhembi, nas comemorações
oficiais do Centenário da Imigração
Japonesa em junho de 2008.

Kagura significa “Santuário de Deus” e
diz a lenda, que desde os tempos idos, o
povo orava diante do santuário e participava
de festividades com música e dança.
No século XI, Kagura passou a ser um
ritual religioso no palácio do Imperador.
Mais tarde este ritual passou para as
províncias sendo denominado Satokagura
(Kagura do povo). Hoje, podemos ver
várias versões no Japão, graças a diversidade
do povo, costumes e religião.

Há mais ou menos 800 anos, Kagura
chegou a Hiroshima através da província
vizinha Shimane, sendo bastante popular
nestas regiões. No outono de cada
ano, durante as festividades de colheita,
acontecem as apresentações de Kagura
em frente ao santuário de Shintoísmo expressando
principalmente a aspiração à
paz, prosperidade e harmonia da família
e da humanidade. O grande destaque do
Kagura é a ornamentação de suas roupas,
alegres e coloridas, entremeados
de fi os dourados e prateados.
As encenações do Kagura são
subdivididas em alguns tipos
como:
Shooki – Representa a dança para afugentar
os males físicos, o Deus curandeiro
que sustenta na mão esquerda
um arco e uma lança na mão direita
para enfrentar o Oni (diabo).
Rasho-Mon – No tempo do Imperador
Saga diziam que existia o demônio no
Rasho-mon, portal principal do templo.
Certa vez Tsuna Watanabe, vassalo do
senhor feudal Raiko Minamoto ao atravessar
uma ponte foi interpelado por uma
bela mulher que lhe pediu que a acompanhasse. Watanabe atendeu ao pedido e
ao longo da caminhada, a mulher, que na
realidade era o demônio do Rasho-mon,
atacou-o, entretanto foi morta pela espada
do hábil vassalo do senhor feudal.
Yamata no Orochi – Numa das montanhas
de Kyushu, existia uma serpente
enorme com oito cabeças e oito caudas,
que dominava o local. Essa criatura mandava
trazer oferendas e todo ano raptava
uma das filhas de um casal de idosos
e, quando chegou a vez da oitava e última
fi lha, foi ao conhecimento do irmão
do imperador Susanoô no Mikoto que
preparara uma estratégia para liquidar
a serpente monstro, oferecendo muito
sakê, bebida predileta do réptil, travando
uma violenta luta e vencendo-o.
Jinrin – Diz a lenda que num passado
muito remoto, Jinrin, da Terra de Shiragi
(atual península coreana), montado numa
negra nuvem havia invadido o Japão com
milhares de soldados. E Jinrin é derrotado
com o arco-e-flecha de Tenshinchig
(deuses do Céu e da Terra) pelas forças
de defesa liderados pelo imperador.
Serviço
Kagura
Apresentação no evento
comemorativo do aniversário
da cidade de São Paulo
Data: 25 de janeiro de 2008 às 15h30 e às 17h30
Local: Centro Cultural São Paulo (Sala Jardel Filho)
Confira horário pelo site:
www.centrocultural.sp.gov.br/
Apresentação, workshop
e exposição no Centro
Cultural São Paulo
• Apresentação
Data: 27 de janeiro de 2008, às 15h
• Exposição
Data: De 25 a 27 de janeiro de 2008
• Workshop
Data: 27 de janeiro de 2008, às 10h
Local: Centro Cultural São
Paulo (Sala Adoniram Barbosa)
Endereço: R. Vergueiro, 1000 - Paraíso
Telefone: (11) 3383-3402
Site:www.centrocultural.sp.gov.br/
Apresentação no Palácio
das Convenções Anhembi,
dentro das programações
oficiais do Centenário da
Imigração Japonesa
Data: 20 de junho de 2008
Local: Palácio das
Convenções Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura,
1.209 , Parque Anhembi
Telefone: (11) 6226-0400
Site: www.centenario2008.org.br/portal/
Informações, fotos e contatos para imprensa:
Erico Marmiroli - (11) 9372 7774 / (11) 3865 0656 - erico.marmiroli@gmail.com
Sandra Keika Fujishiro - (11) 3141 0110 - kei@fjsp.org.br
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