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Grupo Teatral 1980 encerra turnê brasileira no SESC Pinheiros |
Turnê brasileira do Grupo Teatral 1980 (Guekidan Hatimaru), é destaque das comemorações pelo Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e passa por 10 cidades brasileiras, com o espetáculo "Êe-Janaika" (Deixa Pra Lá)

Imagem: Divulgação
Uma história de amor e devoção durante a transição para o período Meiji, refletindo a essência da alma japonesa. A turnê brasileira do Grupo Teatral 1980 (Guekidan Hatimaru), que acontece de 13/02 a 13/03/08, é o destaque das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
Alegre, inspirado, crítico e essencial, o espetáculo "Êe-Janaika" (Deixa Pra Lá) é baseado no filme de Shohei Imamura, e foi adaptado pelo diretor Den Fujita, recriando o final da era dos samurais e o início de um Japão moderno, através dos encontros e desencontros entre o agricultor Genji e sua amada Ine.
A turnê comemorativa do Centenário passou pelas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Ribeirão Preto, Mirandópolis, Londrina, Maringá, Curitiba, Florianópolis e Santos, encerrará a turnê em São Paulo, no SESC Pinheiros, nos dias 12 e 13 de fevereiro, às 20 horas - ingressos à venda na rede SESC por R$ 10. A peça tem duração aproximada de 2 horas, com legendas em português.
"Buscamos o intercâmbio cultural entre o Brasil e o Japão com essa turnê, pois os eventos são abertos ao público em geral, não apenas para a comunidade. Essa é a nossa forma de mostrar a gratidão dos japoneses ao povo brasileiro, com uma peça de apelo universal, aprofundando os laços de amizade entre o Brasil e o Japão", explica Yuji Kusuno, idealizador e realizador da turnê.

Imagem: Divulgação
Amor e liberdade
A energia e a revolta de um povo humilde, que ousou sonhar com uma nova era, livre da opressão. Em 1867, um movimento social repentino e explosivo alastrou-se por todo Japão. No último ano da era dos samurais, o povo decidiu interromper suas atividades produtivas normais, para cantar e dançar sem parar.
O movimento foi protagonizado pela camada mais miserável da população japonesa. Quando abordados pelas autoridades, nos campos e nas cidades do Japão, os manifestantes saíam gritando nas ruas: "Êe-Janaika!" (Deixa Pra Lá!).
Nesse clima de anarquia e confusão social, a peça retrata a trajetória de Genji, um lavrador pobre, sem terras e sem dinheiro, que acaba sendo levado para os Estados Unidos, mas sente muita saudade de sua esposa, Ine, que ficou no Japão. Após muitas dificuldades, consegue retornar à terra natal, mas não encontra a mulher.
O público também conhece os subúrbios de Ryogoku, na cidade de Iedo (atual Tóquio). Casas de espetáculos proliferam pelo bairro paupérrimo, freqüentado por desocupados, pedintes, artistas e mulheres que foram vendidas pela própria família à prostituição.
Em Ryogoku, Genji encontra sua esposa, Ine, que foi vendida para uma casa de espetáculos, após sofrer muitas privações. Neste local de má fama, reúnem-se os revolucionários, e o casal acaba envolvido nas lutas e nos conflitos sociais vigentes, compartilhando as alegrias e as tristezas dos miseráveis.
Direção e cenografia
A energia frenética contagia o público durante a apresentação, com seqüências dinâmicas e emocionantes. Os cenários refletem a época, com inspiração no teatro tradicional Kabuki e no Ukiyo-ê (xilogravura) , destacando a beleza plástica e visual.
Os músicos percussionistas do grupo Baramgot (Península de Vento) trazem um clima especial ao espetáculo, com a música ao vivo que procura recriar a música tradicional, resumindo a sensibilidade lírica dos artistas e dando mais profundidade às cenas.
A direção foi entregue ao carismático Sujin Kim, coreano radicado no Japão, discípulo do diretor Yukio Ninagawa, que desenvolve práticas de palco experimentais e desafiadoras. Kim começou no teatro underground e lidera a trupe "Shinjuku Ryozanpaku", herdeira da vanguarda.

Imagem: Divulgação
Teatro despojado
Em 2004, o Grupo Teatral 1980 esteve no Brasil encenando o musical "Ah, Marcha Tóquio", que contou a história de Chiyako Sato, a primeira cantora japonesa a gravar um disco, que viveu uma era de mudanças, entre 1920 a 1960.
O repertório trouxe mais de 50 canções populares, que encantaram mesmo aqueles que não tinham conhecimento da música japonesa. Os atores da companhia utilizaram caixas e cordas brancas para criar os cenários sugestivos.
A peça esteve em 9 cidades brasileiras, além de Colônia Yguazú, no Paraguai, demonstrando o estilo sugueki (teatro despojado). No Japão, "Ah, Marcha Tóquio" foi apresentada mais de 300 vezes, recebendo o prêmio Yomiuri de Dramaturgia.
Sobre a companhia
O Grupo Teatral 1980 foi fundado por discípulos da escola de cinema presidida pelo diretor de cinema Shohei Imamura, e seu nome foi tomado literalmente do ano de sua fundação. A companhia, liderada pelo diretor e autor teatral Den Fujita, desenvolve apresentações no Japão e em festivais internacionais de teatro.
Uma preocupação incessante do grupo é discutir a identidade cultural e social do povo japonês, sem focar os grandes eventos ou temas, mas refletindo sobre os episódios essenciais e os personagens perdidos no processo de modernização da sociedade japonesa.
Serviço
Turnê do Grupo Teatral 1980 (Guekidan Hatimaru) no Brasil
Êe-Janaika ("Deixa Pra Lá")
Original: Shohei Imamura
Adaptação para o teatro: Den Fujita
Direção: Sujin Kim
Dias: 12 e 13/03/08 às 20h00
Local: SESC Pinheiros - Teatro Paulo Autran
Contato: (11) 3277-1560 / mimonet@terra.com.br
Promoção geral: Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil
Co-promoção: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social
Apoio:
· Ministério da Cultura do Japão
· Embaixada do Japão no Brasil
· Fundação Japão
· Comissão do Ano do Intercâmbio Japão-Brasil
· Consulado Geral do Japão em São Paulo
· Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro
· Consulado Geral do Japão em Curitiba
· Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil
· Jornal do Nikkey Shimbun
· Jornal São Paulo Shimbun
SÃO PAULO
Promoção: SESC – Serviço Social do Comércio
Co-Promoção: Associação para Comem. do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil
Apoio: Secretaria do Estado da Cultura / Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social
Informações, fotos e contatos para imprensa:
Erico Marmiroli - (11) 9372 7774 / (11) 3865 0656 - erico.marmiroli@gmail.com
Sandra Keika Fujishiro - (11) 3141 0110 - kei@fjsp.org.br
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