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EXPOSIÇÃO |
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ARTE, COTIDIANO, BRASIL, JAPÃO
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Exposição Quando vidas se tornam forma: um diálogo com o futuro – Brasil-Japão, no MAM, de 11 de abril a 22 de junho
A Fundação Japão, juntamente com Museu de Arte Moderna de São Paulo, sob a curadoria de Yuko Hasegawa, do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio, realizará uma exposição que propõe estabelecer um diálogo entre artistas brasileiros e japoneses. Teremos bate-papos artísticos entre Hélio Oiticica e Atsuko Tanaka; Lina Bo Bardi e Kazuyo Sejima/Ryue Nishizawa; Cildo Meireles e Gempei Akasegawa; Leonilson e Zon Ito, por exemplo. São 38 artistas ao todo, dezenove do Brasil e dezenove do Japão, de áreas variadas como arte, arquitetura, moda e design.
Poderão ver o Luxdelix, vestido confeccionado com sacos de lixo de Jum Nakao ao lado do A-Poc inside de Issey Miyake, as obras de Aya Takano com as pinturas de Os Gemeos, as cadeiras dos irmãos Campana, juntamente com a de Yoshioka Tokujin, os Parangolés de Hélio Oiticica com o vestido feito de tubos de luz de Atsuko Tanaka, como também a Casa de Vidro de Lina Bo Bardi estabelecendo diálogo com Flower House de SANAA (Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa).
Yuko Hasegawa mostra a similaridade existente entre o Brasil e o Japão por meio da arte, e acredita que seja possível encontrar muitas relações, apesar de estarem em lados opostos do planeta. Neste ano em que imigração japonesa no Brasil completa cem anos, havendo aproximadamente 1,5 milhões de japoneses e descendentes no Brasil e mais de 300 mil brasileiros vivendo no Japão, é pertinente conferir essa proposta.
De acordo com Yuko Hasegawa, o século XXI pode ser caracterizado por três C: coexistência, conhecimento coletivo e consciência, e tanto o Brasil quanto o Japão possuem afinidades para com esses três elementos. Eles manifestam-se no Brasil, por meio de seu rico hibridismo racial e de sua extensa habilidade para abraçar outras culturas e no Japão, pela sua capacidade de digerir culturas alheias, num processo único de “japoneização”. Lembremos que lamen, de origem chinesa, e kare (currry) indiano são atualmente, pratos populares representantivos da culinária japonesa. E a curadora Yuko Hasegawa afirma que os dois países têm uma tendência para uma contínua transformação, sem se restringir aos moldes do modernismo ocidental.
“Ela mostra como Brasil e Japão estariam próximos sob o ponto de vista da articulação da atividade humana como tema e conteúdo da obra de arte, de moda, de arquitetura e de design”, aponta o curador do MAM, Felipe Chaimovich. Por ser importante a atividade humana na mostra, isto é, a vida do dia-a-dia, de onde vem o título da exposição Quando vidas se tornam forma, a curadora enfoca a “nova perspectiva da descoberta através do processo do simples viver cotidiano”. Portanto, as obras selecionadas podem incorporar objetos ou pensamentos banais da nossa vida diária.
As obras apresentam-se agrupadas em: a proposta para coexistência; a geometria como nova ordem; a cultura e a arte pop; e a poética micropolítica. É uma grande exposição que realiza um interessante diálogo entre o Brasil e o Japão e mostra a importância do cotidiano na arte. Esse intercâmbio se faz de maneira mais aprofundada através da residência de quatro artistas japoneses, Haruka Kojin, Takehito Koganezawa, Ryoko Aoki e Zon Ito que permaneceram por quase um mês na Lutetia, através de uma parceria com a Faculdade Armando Álvares Penteado. Enfim, a exposição é uma oportunidade ímpar para reinvestigar as relações entre as duas culturas neste ano de comemoração da imigração japonesa no Brasil. Vale a pena conferir a relação entre a arte, o cotidiano, o Brasil e o Japão.
Veja fotos de algumas obras:

Atsuko Tanaka
Work (Hoops), 1963, synthetic polymer paint on canvas, 194×131.5cm
Collection of Museum of Contemporary Art, Tokyo
Courtesy: Museum of Contemporary Art, Tokyo

Aya Takano
On the Way to Revolution, 2007, acrylic on canvas, 200 x 420 x 2cm
Photo: Norihiro Ueno
Courtesy Galerie Emmanuel Perrotin, Paris & Miami
©2007 Aya Takano/Kaikai Kiki Co., Ltd. All Rights Reserved.

Chim↑Pom
SUPER RAT (MINORINGOKUN), 2006, stuffed mouse, 18×16×21cm,
© 2006 Chim↑Pom
Courtesy: Mujin-to Production, Tokyo

Haruka Kojin
reflectwo, 2006
Photo: Keizo Kioku Courtesy: Museum of Contemporary Art Tokyo

ISSEY MIYAKE
Photo: Cary Wolinsky

Kiichiro Adachi
e.e.no.24, 2004
Installation View at Museum of Contemporary Art Tokyo
Photo: Keizo Kioku Courtesy: Museum of Contemporary Art Tokyo

Masakatsu Takagi
el viento, 2006
Courtesy: Epiphany Works Co. Ltd.

Motohiko Odani
9th room, 2001, video, steel frame, mirror, screen, dimension variable
Courtesy: Yamamoto Gendai

SANAA
Flower House, 2007, 1:2 model, produced by MUSAC, León

Shigeru Ban
Plastic Bottle Structure, 2004
Courtesy: Shigeru Ban Architects

Takehito Koganezawa
Installation View at Artforum Berlin, 2007
Courtesy: Wohnmaschine
©2007 Wohnmaschine

Tokujin Yoshioka
Honey-pop, 2001, glassine paper, 80 x 74x 83cm
© 2001 Tokujin Yoshioka Design

Yuken Teruya
Notice- Forest, 2007, paper bag, glue, 23 x 8 x 40cm
Installation view at Murata & Friends gallery
Photo: Yuken Teruya
* A lista dos artistas está em ordem alfabética.
Serviço
Exposição: Quando vidas se tornam forma: um diálogo com o futuro – Brasil-Japão
Promoção: Fundação Japão e Museu de Arte Moderna de São Paulo
Apoio: FAAP (Residência Artística)
Data: de 11 de abril a 22 de junho
terça a domingo das 10h às 18h
Local: MAM (Parque do Ibirapuera)
Informações, fotos e contatos para imprensa:
Erico Marmiroli - (11) 9372 7774 / (11) 3865 0656 - erico.marmiroli@gmail.com
Sandra Keika Fujishiro - (11) 3141 0110 - kei@fjsp.org.br
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