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Foujita no Brasil, Kaminagai e o jovem Mori:
Uma círculo de ligações
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Exposição traz obras de três artistas japoneses em momentos insinuantes para o momento artístico brasileiro
Com o apoio da Fundação Japão, através do The Japan Foundation Exhibitions Abroad Support Program, a mostra começa dia 11 de março no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo (CCBB-SP) e tem obras de Tsuguharu Foujita, Tadashi Kaminagai e Jorge Mori. O evento reunirá uma seleção de trabalhos, apresentando ao público visões diferentes destes estetas de origem japonesa sobre o Brasil.

Foujita, Retrato de Di Cavalcanti, 1931
aquarela sobre papel, 24,1x16,5 cm
Coleção Roberto Marinho
Imagem: Divulgação
Perfil dos artistas
Foujita
Leonard Tsuguharu Foujita, também conhecido como Fujita, foi um dos primeiros pintores japoneses a aplicar a técnica da pintura à óleo francesa na pintura japonesa.
Em 1910, Foujita formou-se na atual Universidade Nacional de Artes e Música de Tokyo.Três anos depois foi para Montparnasse, em Paris, onde conheceu grandes artistas como Amedeo Modigliani, Pascin, Soutine, Leger, Juan Gris, Picasso e Matisse.
Após terminar o seu terceiro casamento, Foujita veio ao Brasil a convite de Candido Portinari e viveu no Rio de Janeiro por cerca de um ano. Nesta época, conviveu com vários artistas modernistas e expôs no Palace Hotel, na capital carioca.
Tadashi Kaminagai
Nasceu em 1899 em Hiroshima e desde pequeno, inicou-se no desenho. Viajou a Paris e lá arrumou emprego em uma restauradora de objetos de arte e nas horas vagas se aplicava à pintura de quadros. Foi lá que Kaminagai realizou uma série de experimentos com pátina em molduras até chegar a um tipo de aplicação que dava um efeito de envelhecimento bastante convincente.
Levou uma amostra para o pintor Tsugoharu Foujita que morava também em Paris, que o apresentou ao pintor Kees Van Dongen e também Ambroise Vollard que passou a utilizá-los em seus quadros impressionistas. Visitou o Rio de Janeiro com uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari que lhe ajudou nos primeiros passos. Expôs no Salão Nacional de Belas Artes e o clima do Rio de Janeiro lhe fez tão bem que ali permaneceu até 1954.
Jorge Mori
Nasceu em 1932 em São Paulo e iniciou seus estudos de pintura com Yoshya Takaoka em 1944. Sua primeira exposição individual foi aos 14 anos de idade e participou do Grupo Guanabara entre 1950 e 1952, neste ano viaja a Paris para estudar técnicas de pintura, mosaico e afresco.
Acaba por dedicar-se autodidaticamente aos estudos copiando obras clássicas no Museu do Louvre a fim de aprender as técnicas de grandes mestres como Botticelli, Fra Angélico e Paolo Uccello, entre outros. Em 1960, retorna à França para pesquisar a utilização da técnica clássica da Glacis.

Foujita, Deux Gamins Nègres
(Dois meninos negros), 1931,
aquarela sobre papel, 60x50 cm
Private Collection Belgium
Imagem: Divulgação
ERRATA
O período da exposição "Foujita no Brasil, Kaminagai e o jovem Mori: Uma cadeia de ligações", no CCBB-SP, é 11 de março a 01 de junho de 2008, ao contrário do publicado no boletim Tobira no7 (jan.fev.mar).
Serviço
Foujita no Brasil, Kaminagai e o jovem Mori: Um círculo de ligações
Curadoria: Aracy Amaral e Paulo Portella
Dias: 11 de março a 01 de junho de 2008
Local: Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado 112. Centro
Site: http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/sp/index.jsp
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Apoio: Fundação Japão
Informações, fotos e contatos para imprensa:
Erico Marmiroli - (11) 9372 7774 / (11) 3865 0656 - erico.marmiroli@gmail.com
Sandra Keika Fujishiro - (11) 3141 0110 - kei@fjsp.org.br
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