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| ESTUDOS JAPONESES |
A Fundação Japão e a Associação Brasileira de Estudos Japoneses – ABEJ – apresentam mais quatro novas pesquisas de dissertação de mestrado e tese de doutorado de Estudos Japoneses, defendidas entre 2005 e 2008, no Brasil e no Japão. Victor Hugo Kebbe ![]() Foto: Divulgação Esta pesquisa enfoca o estudo antropológico da “identidade nipo-brasileira”, como nas formas que esta identidade é pensada pelos descendentes de japoneses residentes no Brasil como por aqueles que migram para o Japão como dekasseguis. Tendo como material de estudo publicações representativas da comunidade nikkei como o Jornal Nippo-Brasil e a Revista Made In Japan, foi possível através da análise textual e de pesquisa etnográfica com os seus jornalistas acessar algumas das maneiras como os nikkeis se pensam e são representados na mídia atualmente. Largamente veiculado durante os anos da pesquisa, o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil comemorado em 2008 acabou se mostrando enquanto um relevante dispositivo de investigação antropológica, oferecendo um novo modelo teórico dentro da Antropologia Social para a compreensão das relações e formações de novas japonesidades dentro da comunidade nikkei dos dias de hoje. Victor Hugo KebbeMestre em Ciências Sociais e Antropologia pela Universidade Federal de São Carlos (2008), onde desenvolve pesquisa para doutoramento na mesma instituição, com o título “Parentesco e relacionalidades entre dekasseguis no Japão”, explorando temas como parentesco, migração transnacional dekassegui e famílias transnacionais O mangá como material alternativo no ensino de japonês como língua estrangeira em nível de graduação O objetivo central do nosso trabalho foi discutir a relevância e implicações do uso do mangá no ensino-aprendizagem do japonês como língua estrangeira em sala de aula de graduação. Para verificarmos a sua aplicação na prática, entrevistamos todos os professores de japonês das duas instituições de ensino superior (IES) públicas do RJ que ofereciam o curso de japonês entre 2005 e 2007. Também realizamos uma oficina de leitura com alunos do sexto período de uma dessas IES. Nossa revisão teórica orientou-se a três aspectos: a) noções de identidade, multi e interculturalismo; b) caracterização de leitura e c) de histórias em quadrinhos. Como resultado, pudemos constatar que o mangá é um gênero que favorece o desenvolvimento tanto da compreensão leitora, quanto de conteúdos sócio-culturais da língua meta. Desperta interesse no alunado, é um bem cultural de grande circulação na sociedade japonesa e possui várias amostras de língua coloquial pouco comuns nos materiais didáticos convencionais. (*) Em co-autoria com Cristina de Souza Vergnano Junger. Nícia DamiãoTanaka O Dojo do BPI: lugar onde se desbrava um caminho Em O Dojo do BPI: Lugar onde se desbrava um caminho, a bailarina-pesquisadora-intéprete realiza uma “escavação” do próprio corpo, atravessando várias camadas da história nele gravada, bem como de suas heranças culturais nipo-brasileiras. A partir daí, elaborou-se uma síntese de movimentos significativos conquistada na integração corporal, e não numa idéia de corpo ou de identidade. Tal escavação dá-se no espaço laboratorial que, no método BPI, recebe o nome de dojo, procedimento dedicado à abertura de um caminho interior. No dojo, quatro “danças” desabrocharam, as quais serão apresentadas em DVD. Ângela Mayumi Nagai A pesquisa teve como objetivo investigar os fatores que auxiliaram no desempenho das subsidiárias de multinacionais japonesas instaladas no Brasil. Neste estudo, foram utilizadas três diferentes medidas de desempenho que foram coletados em diversos volumes do diretório Japanese Overseas Investment e do Anuário Empresas Japonesas no Brasil juntamente com outras informações adicionais. Com a análise estatística observou-se que a forma de entrada no mercado local, a decisão de investimentos seqüenciais no país, a experiência acumulada pelas empresas japonesas tanto no Brasil como também em outros mercados internacionais, gerou um impacto financeiro positivo nas subsidiárias japonesas em nosso país. Desta forma, o estudo contribui para a literatura em negócios internacionais ao investigar os investimentos japoneses em um local fora do eixo dos países desenvolvidos e asiáticos. Mário Henrique OgasavaraDoutor (2006) em Administração pela University of Tsukuba, Japão, no Graduate School of Information Systems and Engineering, com pós-doutorado (2006-2008) na National University of Singapore, no Department of Japanese Studies. Desenvolve pesquisa relacionada com a experiência de internacionalização de empresas brasileiras e do leste asiático.
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