ASSUNTOS CULTURAIS
  
 


A Fundação Japão realizou, nos meses de fevereiro e março, um ciclo de eventos que expressam o entrecruzamento da arte japonesa com a ocidental, no Espaço Cultural, em diversos projetos que mostram facetas e análises comparativas. Alguns dos destaques a seguir.




O crítico gastronômico Arnaldo Lorençato, no seu ciclo de palestras “Na Ponta do Hashi – Como a culinária japonesa conquistou São Paulo e o mundo” explicou, nos dias 17 e 18 de fevereiro, a expansão da culinária japonesa em São Paulo, dividindo em duas partes: a influência dos hábitos alimentares dos imigrantes e as adaptações contemporêneas ao paladar brasileiro.

foto: Gladstone Campos

  Bassy Arcuschin Machado, diretora da origami Arquitetura de papéis, falou por sua vez sobre a “A Arte do Origami Arquitetônico”, incluindo demonstrações para a execução das peças em papel. Para aprofundar a abordagem da arte realizada com o papel, os artistas Antônio Maués, Eduardo Mori, Luiz Castanon e Kamori demonstraram as técnicas de arte sobre o papel artesanal, como xilogravura, técnica mista, aquarela e marmorização, com o intuito de mostrar as inúmeras possibilidades com o papel artesanal.

foto: divulgação

  A coreó-grafa e bailarina Ângela Nagai apresentou, com a colaboração do videoartista Lucas Bambozzi, a performance multimídia “Paisagens Rasgadas”, no jardim da Casa das Rosas. A dança site specific, selecionada na Bienal SESC de Dança de Santos, buscou, em sua versão da Avenida Paulista, os cruzamentos de fluxos do corpo e da cidade.

foto: Jo Takahashi

  O Espaço Cultural da Fundação Japão abrigou a segunda edição do evento intermídia “Leituras do Corpo Japonês II”, composto de palestras, leitura dramática, performances, exibição de DVD e vídeo, comentários críticos e análises sobre o corpo japonês visto pelos próprios japoneses. Em três dias (25, 26 e 27 de Março) de evento na Fundação Japão e no Instituto Tomie Ohtake, os estudiosos sobre a cultura e arte japonesa Christine Greiner, Madalena Hashimoto, Sonia Luyten, Jean-Claude Bernardet e Darci Kusano
realizaram um mapeamento sobre o corpo japonês representado nos quadrinhos japoneses, nas gravuras eróticas, nas obras de Mishima Yukio e no texto “A Chave” de Tanizaki Jun’ichiro, que foi também objeto de uma leitura dramática dirigida por Marcia Abujamra, com a participação de Elias Andreato e Tânia Bondezan. Na ocasião foi lançado também o comentado livro “Kazuo Ohno”, com fotografias de Emidio Luisi e organizado por Inês Bogéa, pela editora Cosac & Naify.

foto: eikoh hosoe
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