Festival de dança
foto: Yuji Kusuno
Dois anos e meio após a morte do precurssor da dança
butô no Brasil, Takao Kusuno, a Fundação Japão
e o SESC São Paulo concretizaram o festival Vestígios
do Butô, entre 2 e 15 de setembro, no Teatro Anchieta (SESC-Consolação).
Para prestar homenagem ao artista foram realizados espetáculos,
workshops, painéis de discussão e exposição*,
com a curadoria de Natsumi Akiba e Yuji Kusuno. A Cia. Tamanduá
de Dança Teatro abriu o evento com a apresentação
das duas últimas obras de Takao. O projeto proporcionou também
um exercício teórico e prático de investigação,
ao trazer grandes nomes do butô como Yoshito Ohno, Akira Kasai,
Yukio Waguri, Cia. Tenkei e Mitsuru Sasaki. Entre os brasileiros se
apresentaram Ismael Ivo e Marta Soares.
*O Espaço Cultural da Fundação abrigou a exposição
“O Universo de Kazuo Ohno: Imagens e Mensagens”, composta
de fotografias, textos e DVD, projeção de filmes e poemas
de Kazuo Ohno.
O que é butô
O butô – ou a Dança das Trevas: Ankoku Butô
– é uma dança de vanguarda criada por Tatsumi
Hijikata no final dos anos 50, no contexto do pós-guerra no
Japão. De acordo com a pesquisadora Inês Bogéa,
o butô recorre aos temas como a vida e morte, se-xualidade,
metamorfoses, explorando a consciência das transformções
do corpo e sua relação com o ciclo da vida. No Brasil,
a proposta do butô foi trazida por Takao Kusuno, tendo seu momento
de maior di-fusão com a vinda de Kazuo Ohno em 1986.