CENTRO
DE LÍNGUA JAPONESA


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Este evento teve origem no XIV Encontro Nacional de Professores
Universitários de Língua, Literatura e Cultura Japonesa,
realizado na UNESP de Assis, de 28 a 29 de agosto de 2003, na mesa-redonda
composta por professores, profissionais de editoras e renomados tradutores.
Foram abordados os problemas relacionados à área e iniciou-se
uma ampla discussão sobre a apresentação dos livros
japoneses, via tradução, ao público brasileiro.
O seminário foi uma realização conjunta do Departamento
de Letras Modernas – área de japonês da UNESP de Assis
e a Fundação Japão em São Paulo,
acontecendo no dia 28 de novembro de 2003 na Biblioteca Municipal Mário
de Andrade, em São Paulo.
Teve como objetivo abrir caminhos no mercado editorial brasileiro às
pessoas interessadas em seguir a carreira de tradutor, levantando soluções
e propostas concretas.
O evento foi composto por duas grandes mesas-redondas:
1. “A formação do tradutor japonês-português
e a sua profissionalização” (convidados: Francis
Henrik Aubert - Vice-diretor do Centro Interdepar-tamental de
Tradução e Terminologia da USP, Katsunori Wakisaka
–Tradutor juramentado, Leiko Gotoda - Tradutora,
Yuko Takeda Arruda –Tradutora juramentada e professora
do curso de tradução da Aliança Cultural Brasil-Japão)
2. “Soluções para a publicação
de obras japonesas no Brasil” (convidados:José Castilho
Marques Neto - Fundação Editora da UNESP, Angel
Bojadsen - Editora Estação Liberdade, Sérgio
Tellaroli - Companhia das Letras, Luiz Eugênio
Vescio - Editor da Revista Veja e Jo Takahashi -
Diretor de projetos culturais da Fundação Japão).
Sintetizando a primeira mesa, foi discutida a necessidade do amplo conhecimento
da própria língua, ou seja, a língua materna do tradutor
e um sólido conhecimento linguístico e gramatical, com uma
boa formação cultural e antropológica para a interligação
da língua e da cultura, ou seja, a inter-disciplinariedade na formação
do tradutor. Discutiu-se também a falta de tradutores japonês/português
no mercado brasileiro e a complexidade da língua japonesa. Levantou-se
propostas para que haja uma maior divulgação da língua
e da cultura japonesa para instigar o interesse do público brasileiro
e aumentar a deman-da de obras japonesas traduzidas, a publicação
de mais dicionários japonês-português e a criação
de cursos de tradução.
A segunda mesa levantou alguns programas de subsídio para tradução
de obras originais japonesas e publicação da Fundação
Japão para incentivar a divulgação e o interesse
pelas obras japonesas.
Discutiu-se também a falta de informações que os
jornalistas encontram ao trabalhar com a temática japonesa, pela
escassez de material de pesquisa e a necessidade de obter uma fonte rápida.
Sugeriu-se a criação de um banco de dados de materiais de
fácil e rápido acesso sobre autores, títulos e resenhas
de obras japonesas. Houve também uma crítica quanto à
concentração do mercado de tradução em torno
de poucos autores literários e ressaltou-se a importância
de introduzir a literatura feminina japonesa como também a tradução
de obras de escritores mais antigos. Levantou-se também a questão
da amplitude geográfica brasileira, onde em algumas localidades
não há japoneses e são raras as informações
sobre a cultura japonesa. No geral, as informações veiculadas
no Brasil sobre o Japão são sob o prisma americano, por
não existir uma fonte mais direta. Assim, volta-se à importância
da publicação para preencher essa lacuna. Além da
dificuldade de encontrar tradutores de japonês, ainda é relevante
a questão
da falta de mercado para absorver a tradução literária
e consequentemente a situação profissional desses tradutores
em termos de remuneração.
Como propostas, levantou-se a criação de um prêmio
de tradução de obra japonesa e a divulgação
de obras japonesas para brasileiros residentes no Japão. Ressaltou-se
a importância
do mercado editorial brasileiro criar mecanismos de independência
e aumentar a sua demanda.
Parece-nos que nenhum dos problemas ou propostas apresentados sejam de
fácil solução.
Acredita-se, no entanto, que o Simpósio tenha sido um ponto de
partida para uma tentativa de se cons-tituir o começo de um círculo
de solidariedade entre os tradutores e tenha representado o esforço
dos envolvidos na busca profissional de melhorias e que cada participante
do simpósio, assim como os nossos leitores, possam se envolver
nesse grande projeto, prosseguindo nas discussões e apontando soluções.
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