Ao aproximarmos da época do Natal, muitas pessoas nos perguntam como se diz “Feliz Natal” em japonês. Quando respondemos que os japoneses utilizam a expressão 「メリークリスマス」 (Merry Christmas), muitos ficam desapontados e perguntam: “Mas isso não é inglês?”. Sim, é inglês. Porém, lembramos que o Japão é originariamente um país budista. E isto faz com que a celebração do Natal, que no calendário de países cristãos é uma data muito importante, no Japão não seja tratada de forma igual. Para se ter uma idéia, o dia 25 de dezembro não é feriado, e todos trabalham normalmente. Porém, a influência da cultura ocidental levou ao Japão um pouco da celebração do Natal, como os enfeites e o clima festivo. Muitos, no caminho de volta para casa, costumam comprar um bolo de Natal para comemorar a data com a sua família. Nós da sala dos professores da Fundação Japão, desejamos a todos um Feliz Natal!
Apresentamos o blog do Centro de Línguas da Escola Estadual Alexandre de Gusmão, que fica no bairro do Ipiranga-SP. Quem puder, dê uma espiadinha lá, pois sempre tem novidades! O endereço é http://celag.com.br/blog/. Já colocamos um link na nossa lista, ao lado esquerdo desta página!
As aulas de língua japonesa nesta escola são ministradas pela profa Yoko Ishida.
Sucesso!
Hoje, estou colocando aqui, um link para a revista eletrônica “ComCiência”. Ela traz nesta reportagem, um artigo sobre as várias escritas no mundo, e como elas contribuiram em vários aspectos da ciência e na sociedade. Sobre a língua japonesa, a profa dra Leiko Morales da USP escreve algumas “pitadas”. Vale a pena conferir. Aqui está! “A transformação do mundo pela escrita” Por Maíra Valle e Alessandra Pancetti
Hoje, estou colocando aqui, um link para a revista eletrônica “ComCiência”. Ela traz nesta reportagem, um artigo sobre as várias escritas no mundo, e como elas contribuiram em vários aspectos da ciência e na sociedade. Sobre a língua japonesa, a profa dra Leiko Morales da USP escreve algumas “pitadas”. Vale a pena conferir. Aqui está!
“A transformação do mundo pela escrita” Por Maíra Valle e Alessandra Pancetti
Hoje, queria falar sobre um tópico gramatical! Este também foi levantado por um dos nossos leitores! A dúvida é a seguinte:
“Em japonês, temos a forma feminina de falar e a forma masculina. No caso de NA-adjetivos (por exemplo, kirei desu, jôzu desu), quando eles são utilizados na forma do dicionário, ou seja, quando o “DESU” é substituído por “DA”, como fica esta diferença na fala de um homem e na de uma mulher?”
Falando gramaticalmente, a forma do dicionário dos NA-adjetivos é finalizado com “DA”. Por exemplo: “kirei da”, jôzu da”. Porém, na prática, podemos notar, realmente, uma diferença de uso destes na fala das mulheres e dos homens.
Vamos ver um primeiro exemplo de utilização com o NA-adjetivo “shinsetsu da” (ser atencioso), verificando-se a situação de uso. Supondo que uma mulher está elogiando uma pessoa, dizendo que ela é atenciosa. Antigamente, ouvia-se muito as mulheres dizerem: “Shinsetsu da wa!”. Mas ultimamente, as japonesas costumam dizer “shinsetsu ne” ou “shinsetsu da ne”.
Há também como dizer este adjetivo sem colocar a partícula de afirmação “DA”. Usa-se muito quando ficamos admirados ou espantados com algo. Por exemplo, quando vemos uma criança desenhar bem, e dizer: “Jôzu!!!” (no sentido de “Que bem feito!”, “Como desenha bem!”). Ou se você fica admirado com algum lugar que, normalmente é barulhento, mas que naquele determinado momento está silencioso, pode-se dizer: “Shizuka!!!” (no sentido de “Que silêncio!”). Quanto à fala masculina, eles utilizam a forma “shinsetsu da”, sem problemas. Eles também utilizam a forma “shinsetsu da ne”. Mas não se ouve eles dizerem “shinsetsu ne”, que parece soar mais ferminino. Alertamos que há variações também de região para região, pois há dialetos. Na província de Quioto, por exemplo, parece que, em vez de utilizarem “da ne”, utilizam “ya ne”. Ou seja, dizem “Shinsetsu ya ne”.
Estas são apenas algumas das formas que ouvimos no cotidiano. E de tempos em tempos, pode haver variações na utilização da língua como um todo.
Continuem enviando as suas sugestões e comentários para este blog! Estamos aguardando! Até breve!
A pedido das instituições envolvidas no recebimento dos pesquisadores desta bolsa, que são a “Ochanomizu University” e a “Waseda University”, e da instituição que a oferece, estamos divulgando-a neste espaço.
Esta bolsa destinada a pesquisadores de ensino de língua japonesa e língua japonesa é oferecida pela “The Hakuho Foundation”.
As informações detalhadas podem ser encontradas no seguinte site:
http://www.hakuhodo.co.jp/foundation/program/index.html
Observação: as inscrições deverão ser enviadas diretamente ao endereço que consta no site acima. A Fundação Japão em São Paulo não está envolvida no processo de recebimento e seleção das inscrições.
Mal o Ikezu-sensei chegou e ele já se propôs a responder à uma pergunta que recebemos pelo e-mail. A dúvida é a seguinte:
Qual é a diferença entre “iku to omoimasu” e “ikô to omoimasu“?
Com a palavra, o professor Joji Ikezu (em japonês). Em seguida, colocamos a tradução em português.
まず基本的なことをいえば、「行くと思います」は「だれか(3人称)が行くだろう」という意味で使いますし、「行こうと思います」は「私(1人称)が行きたいと思っている」ということです。「思う」の主語はいずれにしても「私」です。
1) ○ 花子さんは銀行に行くと思います。
(=花子さんは銀行に行くでしょう。)
2) ×花子さんは銀行に行こうと思います。
しかし、「行く」のが私の場合でも、「もしも」の話(仮定の話)の場合には「行くと思います」という言い方になります。
3) ○私なら今すぐ病院に行くと思います。
4) ×私なら今すぐ病院に行こうと思います。
Cf.
5) ○今年の夏休みは海へ行こうと思います。
Tradução do texto acima:
Primeiramente, falando sobre as coisas básicas, a expressão “iku to omoimasu” é utilizada quando “uma pessoa (3ª pessoa) deve ir”; e “ikô to omoimasu“, quando “eu (1ª pessoa) estou pensando em ir”. E o sujeito de “omou” será sempre “eu”.
1) Frase correta:
Hanako-san wa ginkô e iku to omoimasu.
(Eu acho que Hanako vai ao banco. )
(= Hanako-san wa ginkô e iku deshô.)
(= Hanako deve ir ao banco.)
2) Frase incorreta:
Hanako-san wa ginkô e ikô to omoimasu.
(Acho que Hanako vou ao banco.)
Porém, mesmo no caso de o sujeito ser “eu”, havendo uma hipótese
(uma conversa hipotética), podemos utilizar “iku to omoimasu“.
3) Frase correta:
Watashi nara ima sugu byôin ni iku to omoimasu.
(Se eu fosse você, acho que iria ao hospital imediatamente.)
4) Frase incorreta:
Watashi nara ima sugu byôin e ikô to omoimasu.
(Se eu fosse você, acho que vou ao hospital imediatamente.)
Conferir:
5) Frase correta:
Kotoshi no natsuyasumi wa umi e ikô to omoimasu.
(Nas férias de verão deste ano, estou pensando em ir à praia.)
Hoje, gostaria de apresentar um novo membro da sala dos professores da Fundação Japão em São Paulo. É o professor Joji Ikezu, especialista em ensino de língua japonesa, que já lecionou em vários países, entre eles, Rússia, Papua Nova Guiné, Tailândia, Indonésia e Índia. Ele é também o mais novo membro deste blog. Portanto, podem enviar as suas dúvidas a ele também. Com a palavra, o professor Joji Ikezu.
はじめまして。この度、国際交流基金サンパウロ日本文化センターに着任いたしました池津丈司と申します。これまで、パプアニューギニア、タイ、インドネシア、インド、ロシアの5カ国で日本語教育専門家として仕事をしてまいりました。気候、人種、宗教、文化の違う5カ国を経験してきた私ですが、ラテン系の国は初めてです。
ブラジルといえば、サッカー、サンバに代表される情熱的なイメージ、ボサノバやコーヒーのような大人の香りをイメージしていた私ですが、10年ほど前に北浦和の日本語国際センターに研修でいらしていた先生から、ブラジルと日本のこんな文化の違いを教わりました。日本ではお酒を飲むとその人の本音や本性が出ると言われていますが、ブラジルではウソの自分が現れるというお話でした。それまでお酒を飲んでも努めて真面目にふるまってきた私ですが、以来、お酒を飲んで現れるのはウソの自分と自分に言い聞かせて、楽しく飲んでおります。実際、そう思って飲んだときの方が、体にも心にもいいような気がします。素晴らしい文化ですね。
ブラジルは日系移民の方々が継承言語としての日本語を大切に守ってこられた土地柄でもありますが、BRICsの一角として世界中に注目されるなか、日本との結びつきが今後ますます深まり、日系人以外の方々の学習者も増えていくことが期待されています。この時代に、この地で日本語教育の発展のため、皆様のお手伝いができることを大変光栄に感じております。不束者ではございますが、何卒宜しくお願い申し上げます。
Recebemos a sugestão do tema acima de um de nossos leitores. Graças a estas sugestões, sempre teremos assuntos de interesse de muitos para escrevermos discutirmos e aprendermos mutuamente! Agradecemos o prestígio! Sobre “dake” e “shika”, escrevemos há algum tempo no extinto boletim Merumaga, na edição de número 56. Ele pode ser acessado clicando aqui. Quanto ao “bakari” e o “nomi”, encontramos alguns exemplos e explicações que achamos ser bem esclarecedores. O livro de referência utilizado foi: “Nihongo Bunkei Jiten” da Editora Kurosio. Vamos a eles! Como “dake” e “shika”, “bakari” também é uma expressão que restringe algo. Entretanto, utilizado com quantidade de objetos, por exemplo, enquanto “shika” e “dake” restringe a quantidade ou o tipo de algo, “bakari”, é utilizado no sentido de “quantidade aproximada, e não com o sentido de restrição de quantidade”. Exemplos: “Ringo o mittsu bakari kudasai.” (Dê mais ou menos 3 maçãs.) “Kono michi o hyaku-mêtoru bakari iku to ôkina dôro ni demasu.” (Se percorrer mais ou menos 100 metros, vai sair em uma via larga.) “Sen-en bakari kashite kuremasen ka?” (Pode me emprestar mais ou menos mil ienes?)
Utilizado com substantivos, ele significa “fazer ou acontecer só um tipo de coisa” ou “falar somente uma coisa várias vezes”. Exemplos: “Uchi no ko wa manga bakari yonde iru.” (O meu filho (a minha filha) fica só lendo mangá.) “Kare wa monku bakari itte iru.” (Ele só reclama.) “Kyô wa asa kara shippai bakari shite iru.” (Hoje, desde manhã, só estou fazendo coisa errada.)
Quando usado com verbos na forma “–te“, fala-se de algo que se repete várias vezes ou acontece sempre, ou ainda, que está sempre da mesma forma. E neste caso, “dake” ou “nomi” não podem substituí-lo. Exemplos: “Kare wa nete bakari iru.” (Ele só fica dormindo.) “Asonde bakari inaide, benkyô shinasai.” (Não fique só brincando, estude!) “Tabete bakari iru to, futorimasu yo.” (Se ficar só comendo, vai engordar.)
Utiliza-se também com o significado de “é somente isso e não tem mais nada além disso”. Neste caso, entra uma conotação negativa. Exemplos : “Kare wa iu bakari de, jibun de wa nani mo shinai.” (Ele só fala e não faz nada.) “Sauna nanka atsui bakari de, tittomo ii to omowanai ne.” (A sauna é só quente e não acho que seja nem um pouco bom.) “Kono goro no yasai wa kirei na bakari de aji wa mô hitotsu da.” (As verduras e os legumes de agora são só bonitas, mas o sabor deixa a desejar.)
Há outros usos de “bakari”, porém, com significados mais distantes dos citados acima. Hoje, ficamos por aqui.
Vamos comparar agora, 3 frases similares com “dake”, “shika” e “bakari”, observando o seu significado: “Mikan shika kaimasen.” (Compra apenas laranjas: poderia comprar outras frutas, só laranja é insuficiente, é muito pouco.) “Mikan dake kaimasu.” (Compra somente laranjas: limita o tipo de fruta para comprar, mas não significa que isto seja insuficiente.) “Mikan bakari kaimasu.” ((Todas as vezes que vai às compras) só compra laranjas: tem uma conotação de crítica, de algo negativo.)
Quanto ao “nomi”, poderemos dizer que é utilizado mais em textos formais e escritos e menos como linguagem falada. Ele pode ser substituído por “dake” ou “bakari” na fala quando estes tem o sentido de restrição.Vamos ver alguns exemplos que utilizam “nomi”: “Keiken nomi ni tayotte itewa seikô shinai.” (Se ficar contando somente com a experiência, não será bem sucedido.) “Kanemochi nomi ga toku o suru yo no naka da.” (É um mundo em que somente os ricos levam vantagem.) “Kôzui no ato ni nokosareta no wa, ishi no dodai nomi datta.” (O que restou após a enchente, foi somente a base de pedra.)
Espero que tenhamos esclarecido alguns pontos sobre a utilização de “shika”, “dake”, “bakari” e “nomi”. Vamos continuar estudando!
Continuando o assunto da semana passada, hoje, escreveremos sobre a diferença entre “kikoeru” e “kikeru”. “Kikoeru” tem o significado de “conseguir escutar”, “ter a capacidade de escutar”. Ou seja, o seu ouvido consegue escutar algum som. Por exemplo: “Koko kara ongaku ga kikoeru kedo, dokoka de pâtî ga aru no deshouka?” (Dá para escutar uma música daqui; será que tem festa em algum lugar?) “Ano hito no koe wa ookii kara, doko ni itemo kikoemasu.” (A voz daquela pessoa é alta e dá para escutar estando em qualquer lugar.) “Ah, kotori no nakigoe ga kikoete ii desu ne!” (Ah, dá para escutar os pássaros cantando, que bom!)
“Kikeru” significa “poder ouvir”. Neste caso, isto vai além da sua capacidade auditiva. Dependendo do contexto, pode ter o significado de “ter permissão ou licença para poder ouvir algo”. Por exemplo: (Numa loja de música): “Koko de ongaku ga kikemasu ka?” (Posso ouvir a música aqui?) “Ano resutoran de wa, itsumo ii kyoku ga nagareteiru node, asoko de shokuji o shitara ii ongaku ga kikemasu yo.” (Naquele restaurante, sempre tocam música boa, então, se fizer uma refeição lá, dá para ouvir boa música.) “Ano kyôshitsu ni wa CD pureyâ ga aru node, CD ga kikemasu.” (Naquela sala de aula, tem toca-CD; por isso, pode-se ouvir CD.)
Agora, vamos analisar uma frase em que podemos usar os dois verbos: a. “Koko ni itara, tonari no heya kara nagarete kuru piano no oto ga kikoemasu.” b. “Koko ni itara, tonari no heya kara nagarete kuru piano no oto ga kikemasu.” Na frase “a”, o significado é de “dar para escutar o som do piano que vem da sala ao lado”, queira ou não queira; na frase “b”, de “poder ouvir o som do piano que vem da sala ao lado.” Neste caso, há a conotação de que daquele local, há a possibilidade de ouvir o som do piano que vem da sala ao lado, que supomos ser um som agradável. Bem, temos mais uma pergunta aqui! “Kabe ni mimi o kuttsuketara, tonari no hito no hanashi ga kikoeru.” “Kabe ni mimi o kuttsuketara, tonari no hito no hanashi ga kikeru.”
A primeira frase significa que, ao encostar a orelha na parede, consigo escutar a conversa do vizinho. Na segunda frase, a idéia é de que há a possibilidade de ouvir a conversa do vizinho, encostando-se a orelha na parede. E esta segunda frase não é muito comum, pela seguinte razão: “tonari no hanashi ga kikeru” implica em alguém permitir que as pessoas ouçam a conversa do vizinho ao encostar o ouvido na parede. Aqui entraria, provavelmente, a interpretação de que “pode-se ouvir”, e dependendo do caso, de que “é permitido se ouvir”, e não apenas a capacidade do seu ouvido de conseguir escutar a conversa do vizinho.