Introdução .
Arquitetura Japonesa
.
Jardim Japonês
.
Marcenaria - Móveis
.
Elementos Decorativos .
Sudarê
.
Biombos
.
Shouji
e Fusuma .
Tatami
.
Luminárias
(chouchin) .
Artes Cênicas .
Danças
Japonesas.
Butô
.
Dança
Clássica .
Dança
Folclórica .
Bunraku
.
Teatro
Nô .
Kyogen
.
Kabuki
.
Teatro
Popular .
Teatro
de Variedades .
Rokyoku
.
Shiguin .
Shibu .
Kembu .
Bibliografia .
|
|
|
JARDIM JAPONĘS
Diferente dos jardins ocidentais que têm
como ênfase a beleza das formas geométricas, o jardim japonês
tem como principal objetivo ressaltar a beleza do ambiente natural,
mesmo que isso não signifique a Natureza em sua forma original,
inalterada. Ou seja, materiais como árvores, arbustos e pedras
são dispostos nesse jardim para simbolizar e enfatizar as características
da Natureza e criar um espaço, embora artificial, de beleza natural
que tem uma unidade harmônica.
A história dessa jardinagem da paisagem subsiste há milhares
de anos durante a qual foi sofrendo uma série de mudanças
e adaptações.
Os modelos dos primeiros jardins vieram da China e representaram o prazer
e divertimento dos aristocratas. Os do Período Heian (794-1185)
sempre tinham um lago com uma ilha e eram construídos para contemplar
a Natureza através das mutações das estações
do ano. A partir disso, os jardins começam a desenvolver características
próprias, dando destaque para os arranjos de pedras. Surgem os
jardins secos que, em vez de utilizar a beleza efêmera das flores
e plantas, passam a privilegiar os minerais, mais permanentes e resistentes
ao tempo.
Depois dessa época (século 14) surgem os jardins dos pavilhões
de chá (Chaniwa), que buscam retratar a paisagem de montanha
- bastante simples, em seu interior, estão dispostas as pedras
indicando o percurso a ser tomado pelo visitante para chegar até
o local da cerimônia do chá.
Assim, além dos Chaniwa, temos os jardins de estilo Tsukiyama,
representados por uma miniatura artificial de colina em que há
um lago central simbolizando o mar; as montanhas são representadas
pelos montes de terra e arranjos das pedras. Outros elementos como cascatas,
árvores e vegetação em geral são dispostos
simetricamente para compor um cenário que retrate a Natureza.
Há o jardim Karesansui (estilo de jardim seco), em que os elementos
ancestrais (lago e queda d'água) foram secados; e o mar passou
a ser representado não pelas águas mas por uma camada
de cascalhos (ou areia) brancos em cuja superfície é feito
um padrão de sulcos, representando o movimento de ondulação
das águas. As quedas d'água são representadas por
arranjos de pedras.
No Brasil, nos últimos anos o desejo de montar um jardim japonês
na residência tem aumentado. Em conseqüência, profissionais,
alguns jovens descendentes de japoneses, apresentam no currículo
estudos de jardinagem no Japão.
| |
Os dados foram retirados do Livro "Guia
da Cultura Japonesa" que nesta seção traz
os dados de 8 profissionais e empresas especializadas
em jardim japonês. Para maiores informações
sobre o livro clique nos dois últimos itens do menu de assuntos. |
|