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Bibliografia .

    artes cênicas - teatro nô

Uma das manifestações teatrais mais antigas do Japão, nô significa a arte de exibir talento. Possui em Zeami Motokiyo (1363-1443) o codificador maior dessa arte. Com sete séculos de história, o gênero conserva uma estética cênica rigorosa, que busca o máximo de significação com o mínimo de expressão. Com um repertório de aproximadamente 250 peças, o universo nô é habitado por deuses, guerreiros e mulheres enlouquecidas, às voltas com os mistérios do espírito.

O foco da narrativa se encontra no protagonista (shite), o único que porta a máscara. Este é geralmente um espírito errante que exprime, de forma lírica, a nostalgia dos tempos passados. O coadjuvante (waki), geralmente um monge, não interfere no curso da ação, apenas é revelador da essência do shite. Um coro e quatro instrumentos auxiliam na condução da trama, que se soluciona através da dança. Esse coro, vale destacar, possui uma função dramática decisiva, conduzindo a narrativa.

Uma das peças mais famosas do repertório nô, é "Hagoromo - O Manto de Plumas", que tem inclusive uma "transcriação" para o português, feita pelo escritor Haroldo de Campos.





 
 
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