Introdução .
Cerimônia
do Chá .
Ikebana .
Shodô .
Sumie .
Bibliografia .
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ikebana
foto: retirada do "Guia da Cultura Japonesa"
A arte do arranjo floral teve como origem
a oferenda de flores aos deuses, dando ênfase ao uso de materiais
e formas em seu estado natural. Somente no século 14 que o tatehana
(colocar a flor em pé no altar budista) de cunho apenas religioso
incorporou também o cunho estético e se desenvolvem as
técnicas para os arranjos florais.
O Rikka, considerado o fundamento do ikebana, foi o primeiro estilo
a ser consolidado como tal: colocado em posição vertical,
os galhos saem do vaso como suporte para recriar o conjunto da paisagem.
Do Rikka (composição a partir de sete ou nove partes básicas)
originou o Shokka, que a partir de seus três elementos (shin,
soe, tai) foram criadas as bases do Nagueire e do Moribana.
No estilo Moribana (literalmente, flores empilhadas), de acordo com
o livro "Ikebana, Arte e Criação no Estilo Ikenobo",
das professoras Kimiko Abe e Tokuko Kawamura (editado em 1993 pela Aliança
Cultural Brasil-Japão), arranjam-se as flores e galhos como se
estivesse empilhando-os. Tanto neste estilo como no Shokka, as formas
básicas são determinadas por galhos com funções
preestabelecidas. Os três elementos, shin, soe e tai, formam um
triângulo, tendo cada um a sua função primordial:
shin é o galho principal e determina a forma geral do arranjo.
Soe tem a função de apoiar o shin, e o tai estabelece
a harmonia e o equilíbrio entre o shin e soe. O arranjo do Shokka,
na maioria das vezes, resulta no formato de meia-lua e considera o galho
shin como representativo do homem, soe do céu e tai da terra.
No Nagueire, explicam as professoras, a forma básica é
caracterizada pela inclinação dos galhos e flores arranjados
em vasos fundos, jarras ou pontes alongados. Enquanto no Moribana, os
galhos possuem funções preestabelecidas, no Nagueire,
eles devem proporcionar harmonia entre as plantas e o vaso.
A partir de 1900, com as transformações no estilo de vida
dos japoneses, a criação artística do ikebana também
libertou-se das formas até então consagradas (vamos chamar
de Ikebana Clássica). Principalmente depois da Segunda Guerra
Mundial, com o movimento Guendai-ka (Ikebana Moderna), foram incorporados
novos materiais aos arranjos, deixando de se limitar aos vegetais.
ASSOCIAÇÃO
Associação de Ikebana
do Brasil - Rua São Joaquim, 381 - 3º andar - Liberdade
- 01508-001 - São Paulo - tel.: (11) 5584-7348 (presidente, Emília
Tanaka) ou (11) 3208-1755 (recados na secretaria da Sociedade Brasileira
de Cultura Japonesa - Bunkyo), de 2a a 6a, das 8h30 às 17h30.
Fundada em 1962, a associação congrega 14 estilos existentes
no Brasil. Realiza exposição anual de ikebana, com local
e data móveis, e exposições especiais em datas
festivas. Exposição permanente no Metrô Liberdade
e recintos do Bunkyo. Ministra aulas no Centro de Estudos Japoneses
na USP, onde aceita alunos não universitários. Promove
palestras. Em 2002, editou o livro "História de 40 anos
da Associação de Ikebana do Brasil" e em prelo o
livro "Michi", edição em parceria com o Centro
de Chado Urasenke do Brasil.
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No Livro "Guia da Cultura Japonesa"
você encontrará uma listagem de 14 associações
especializados em ikebana e 5 escolas que
ministram cursos. Para maiores informações sobre o
livro clique nos dois últimos itens do menu de assuntos. |
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