Introdução .
Centro de Estudos nas Universidades .
Exame de Proficiência em Língua Jap. .
Exame de Proficiência em Kanji .
Publicações - Dicionários .
Literatura Japonesa .
Literatura Japonesa no Brasil .
Haiku >  
Romance .  
Senryuu .  
Tanka .  









    haiku

Poema curto de 17 sílabas, dividido em 3 versos, o haiku tem na natureza sua fonte de inspiração. Para o japonês, muito mais do que arte, o haiku é quase uma necessidade espiritual. Quem comenta isso é Goehei Kogure, fundador e presidente da Associação Internacional de Haiku, uma das mais importantes do mundo, e conselheiro da Dentsu, a maior agência de publicidade do país.


foto: retirada do "Guia da Cultura Japonesa"

Masuda Goga, um dos mais importantes haicaístas do Brasil e dedicado orientador, principalmente dos jovens interessados em praticar esse poema em língua portuguesa, explica que durante os séculos 15 e 16 surgiu no Japão o haikai-no-renga (atualmente se chama renku, os "haicais encadeados", em português), passatempo literário em que um poeta recitava um poema de três versos, respectivamente 5-7-5 sílabas, e era seguido por um outro poeta que recitava 2 versos, de 7-7 sílabas. Essa primeira parte do renku, chamado hokku, sobreviveu até essa data de forma independente, dando origem ao haiku, como foi denominado pelo mestre Massaoka Shiki (1869-1902).

O haiku, que em português é chamado de haicai, além da concisão das 17 sílabas, ou melhor, sons, distribuídos em três versos (5-7-5), não tem rima nem título e geralmente usa como tema a estação do ano (kigo). O kigo é a palavra que representa uma das quatro estações: primavera, verão, outono e inverno. Por exemplo: ipê (flor da primavera), calor (fenômeno ambiental do verão), libélula (inseto de outono) e festa junina (evento de inverno).


ASSOCIAÇÃO

Associação dos Haicaístas Brasileiros - Rua Prof. João Cândido, 818 - apto. 101 - Centro - 86010-000 - Londrina-PR. Os membros residentes em São Paulo realizam encontros no 1o domingo do mês, das 12h às 16h, na Associação Cultural Niigata do Brasil - Rua Pandiá Calógeras, 153 - Aclimação - 01525-020 - São Paulo - tel.: (11) 3209-5116. Publica a revista mensal Brasil Haibungakusha.

São Paulo Shinsei Ginsha - Travessa Guaió, 290 - Centro - 08674-150- Suzano-SP - tel.: (11) 4746- 4620. Possui 52 associados. Reúnem-se uma vez por mês, no 4º sábado, na Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil - Av. Lins de Vasconcelos, 3.352 - Vila Mariana - 04112-002 - São Paulo - tel.: (11) 5549-6857 - fax: (11) 5549-1886.

OBRAS EM PORTUGUÊS

CAMPOS, Haroldo de. A Arte no Horizonte do Provável. São Paulo, Perspectiva, 1977.

CASTRO, Débora Novaes de. Chão de Pitanga. Scortecci Editora, São Paulo, 2002. Coletânea de haicais.

CHAGA, Marco Antonio Cardoso. A Viagem do Haicai de Nempuku. Universitária Grifos, 2000.

FRANCHETTI, Paulo; DOI, Elza Taeko; DANTAS, Luiz. Haicai. Campinas, Editora da Unicamp, 1990.

GRÊMIO HAICAI IPÊ. As Quatro Estações. São Paulo, Massao Ohno, 1991.

GRÊMIO HAICAI IPÊ. Caqui. São Paulo, Grêmio Haicai Ipê, 1993.

MASUDA, GOGA & ODA, Teruko. Natureza - Berço do Haicai; Kigologia e Antologia. São Paulo, Empresa Jornalística Diário Nippak, 1996.

MASUDA, Goga. O Haicai no Brasil. São Paulo, Editora Oriento, 1988.

MASUDA,Goga; Oda, Teruko; ARRUDA, Eunice. Haicai - A Poesia do Kigo. São Paulo, Alianca Cultural Brasil-Japão, 1995, 1ª edição.

MATSUO, Basho. Haicais de Bashô. Tradução de Olga Savary. Hucitec, 1989.

MATSUO, Basho. Sendas de Oku. Tradução de Olga Savary. Roswitha Kempf, 1983.

MATSUO, Basho. Trilha Estreita ao Confim. Tradução de Kimi Takenaka; Alberto Marsicano. Iluminuras, 1997.

MATSUO, Basho; VERÇOSA, Carlos. Oku: Viajando com Bashô. Tradução de Oldegar Vieira. SCTGEB, 1995.

PINTO, Gustavo Alberto C. Gotas de Orvalho. Aliança Cultural Brasil-Japão, 1990.

ROVIDA, Gino. Flores de Cerejeira - Variações Líricas sobre Motivos Japoneses Antigos e Modernos. Tradução de Tolentino Miraglia, Bauru, 1956.

SAIGYO. Poemas da Cabana Montanhesa. Ilustrações de Tova Cohen. Tradução de Nissim Cohen. Aliança Cultural Brasil-Japão, 1994. 143 p.

SATO, Nempuku. Trilha Forrada de Folhas. Tradução de Maurício Arruda Mendonça. Ed. Ciência do Acidente, 1990. 127 p.

 
 
copy