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tanka
Literalmente tanka significa "poema curto" (tan - curto, breve;
e ka - poema ou múscia) e é formada por 31 sílabas
(versos de 5 - 7 - 5 - 7 - 7 sílabas respectivamente). Sua origem
está no waka, termo genérico para designar a poesia aristocrática
(também de 31 sílabas).
A mais antiga coletânea dessa modalidade de poesia do Japão
foi compilada no século 8 (743-759). Trata-se da "Man'Yoo
Shuu", coletânea composta de 20 volumes, 4.516 poemas, escritos
por mais de 400 praticantes, do imperador ao simples camponês.
A família imperial realiza ainda hoje, no início do ano,
uma reunião cerimoniosa em que o imperador, a imperatriz, os
príncipes e as princesas apresentam seus tankas. Chama-se "Shin-nen-uta
gyotai" ou "uta gyokai - hajime". O povo participa enviando
seus tankas feitos a partir do tema previamente anunciado pelo imperador.
Para ilustrar a importância do tanka na história do Japão,
lembremos que o Hino Nacional, o "Kimigayo", é um poema
tanka: "Kimiga yo wa (5)/ chiyoni tachiyoni (7)/ sazareishino (5)/
iwa o to narite (7)/ koke no musumade (7)".
A versão do Consulado Geral do Japão (*) é a seguinte:
"Que sejam vossos dez mil anos de reinado feliz / governai, meu
senhor, até que os que agora são seixos / transformem-se,
unidos, pelas idades, em rochedos poderosos / cujos lanços veneráveis
o musgo cobre".
A história do tanka em nosso país começa com Teijiro
Suzuki (pseudônimo: Nanju), uma das importantes personalidades
da história da imigração japonesa e que chegou
ao Brasil em 1906. Ryu Mizuno, responsável pela vinda da primeira
leva de imigrantes japoneses ao Brasil, em 1908, no Japão fazia
parte de importantes grupos de tanka e, mudando-se para o Brasil, continuou
cultivando esse tipo de poesia.
OBRAS EM PORTUGUÊS
FURUNO, Kikuo. Numa Campina Verde-mar
Distante. Aliança Cultural Brasil-Japão, 1991.
GADELHA, Raimundo. Um Estreito Chamado
Horizonte. Versão japonesa: Masuo Yamaki. São
Paulo, Aliança Cultural Brasil-Japão e Massao Ohno Editores,
1991.
ISHIKAWA, Takuboku. Tanka. Tradução
de Masuo Yamaki e Paulo Colina. São Paulo, Roswitha Kempf, 1986.
IWANAMI, Kikuti. Terratempo.
Tradução de Massuo Yamaki e Raimundo Gadelha. São
Paulo, Aliança Cultural Brasil-Japão, 1993.
TAWARA, Machi. Comemoração
da Salada: Tankas. Tradução de Masuo Yamaki e
Paulo Colina. São Paulo, Estação Liberdade, 1992.
231 p.
YOSHIMASU, Gozo. Osíris, o Deus
da Pedra. Tradução de Antonio Nojiri. São
Paulo, Estação Liberdade, 1992. 127 p.
YOSHIMOTO, Banana. Kitchen. Tradução
de Julieta Leite. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1995. 167 p.
YUMOTO, Kazumi. Os Amigos.
Tradução de Shirlei Lica Ichisato Hashimoto. São
Paulo, Martins Fontes, 2000. 222 p.
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