Introdução .
Textos de Sonia M. Luyten .
Panorama do Mangá e Animê .  
O mangá exportado para o Ocidente    
e o pioneirismo do Brasil .  
Os animês, os desenhos animados japoneses .  
Revistas sobre mangá e animê >  
Os Fanzines .  
Mangás produzidos no Brasil .  

Estudiosos .
Associações .
Gibitecas .
Editoras .
Cursos .
Lojas .
Principais Eventos .
Na Internet .
Bibliografia .









    Revistas sobre mangá e anime

Texto de Sonia M. Bibe Luyten *

É importante lembrar que no Japão, a indústria do mangá, animê e vídeo-games forma um tripé sólido e conjunto dentro da indústria japonesa. Após o grande sucesso dos animês, o investimento inicial das indústrias cinematográficas japonesas foram recuperados através deste tripé: os mangás bem sucedidos originam roteiros para animês que estimulam a venda de mais revistas, seguidas de reedições em forma de pocket-books, merchandising e assim por diante.

Nos Estados houve o aparecimento de revistas dedicadas aos animês nos anos 1990 como Amimedia, Maianime, Animage a exemplo das que haviam no Japão que se proliferaram nos anos 1980. O conteúdo das revistas americanas baseava-se em matérias das congêneres japonesas, atreladas ao sucesso daquilo foi publicado ou exibido no Japão.

Da mesma forma que nos Estados Unidos, os países europeus também começaram a publicar revistas sobre mangá e animê primeiramente de forma artesanal, em branco e preto evoluindo para publicações mais bem elaboradas.

Tanto na Europa como nos Estados Unidos as revistas sobre mangás e animês, feitas por aficionados do gênero, mostravam reportagens sobre histórias e personagens de sucesso das HQs japonesas, nem sempre levando em conta a grande característica da indústria editorial japonesa que é direcionada por sexo e idade do leitor.

No Brasil estas revistas surgem maciçamente nos anos 1990. Nos primeiros anos desta década eram em menor quantidade e foram conseqüência de boletins de entidades ou associações de mangá já existentes no Brasil desde os anos 1980 como a ABRADEMI.
Em meados da década de 1990 é que realmente ampliou-se o número de revistas sobre mangá de todos os tipos: desde as que se propunham ensinar a desenhar mangá com reportagens sobre o estilo até as do tipo hentai mangá – denominação esta usada no Japão para quadrinhos eróticos com conotação de sexo pervertido num total de quase 50 títulos.

A maioria das revistas de cunho geral atraia o público pelo nome animê em todas as suas variantes: Animedo, Animeclub, Anime especial, Animemax, Animex ,etc. Outras com variantes do nome HeróiHerói Best, Heróis do futuro, Herói mangá, Heróis plus (+). Havia publicações específicas sobre um personagem como Os cavaleiros do Zodiáco, e muitos cursos para se desenhar mangá: Como desenhar mangá, Curso prático de desenho mangá, Desenhe e publique mangá, etc. As editoras que mais se evidenciaram neste período foram Ed. Trama, Escala, Editora Press, Nova Sampa, JBC, com a adição mais tarde das Editora Conrad, Panini, etc, na publicação de histórias traduzidas.

(*)Sonia M. Bibe Luyten é Doutora em Ciências da Comunicação pela USP. Atualmente leciona a cadeira de Histórias em Quadrinhos e Mídia e é Coordenadora do Mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Santos.
 
copy