Introdução .
Instituições Educacionais .
Métodos de Ensino .
Estudos e Estágios no Japão .
Outros Órgãos Governamentais .
Outras Organizações .
Cursos Pagos pelo aluno .
Associações de Bolsistas .
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Introdução
O ENSINO DE LÍNGUA JAPONESA NO BRASIL
Do Ensino como Língua Materna ao Ensino
como Língua Estrangeira
O ensino de língua japonesa no Brasil começou com a vinda
dos imigrantes japoneses, em 1908, pois a preservação
da língua e da cultura era considerada uma das prioridades entre
os imigrantes. No início, ela era ensinada estritamente aos descendentes
de japoneses, como língua materna, uma vez que esta era falada
nos lares, e as escolas se encarregavam somente do ensino de leitura
e escrita desta.
De acordo com o livro “O Imigrante Japonês”, de Tomoo
Handa (1987), em 1927, com o patrocínio do Consulado Geral do
Japão foi fundada a Zaihaku Nihonjin Kyoikukai (Associação
Educativa dos Japoneses Residentes no Brasil), a qual, em 1929, se transformou
em Zai São Paulo Nihonjin Gakkô Fukeikai (Associação
dos Pais da Escola dos Japoneses Residentes em São Paulo). Constam
neste livro, informações sobre os cursos de língua
japonesa da época do início da imigração.
Com o Japão tornando-se um país desenvolvido, nas décadas
de 70 e 80, houve um aumento significativo de aprendizes que se interessam
em estudar a língua pelo fato da aquisição do conhecimento
de japonês poder ser um fator auxiliar para a sua carreira profissional
e pelo interesse que o Japão despertava.
A partir do final da década de 80, tivemos a inclusão
da língua japonesa como língua estrangeira nos Centros
de Estudos de Línguas da rede estadual de ensino do Paraná
e de São Paulo, onde ela passa a ser ensinada juntamente com
outras línguas estrangeiras. Nesta mesma época, muitas
escolas particulares de nível fundamental e médio começam
a incluir o japonês como opção de língua
estrangeira em seus cursos.
A Formação dos Professores
Como abordamos acima, no início, a língua japonesa era
ensinada aos descendentes de japoneses, como língua materna.
Porém, a partir do final da década de 80, quando muitas
pessoas, inclusive os que não são descendentes de japoneses
procuram os cursos de japonês, fez-se necessário o ensino
como língua estrangeira. Conseqüentemente, surge a necessidade
de cursos de língua japonesa destinado aos brasileiros, e também
da formação de professores de japonês como língua
estrangeira. Porém, são poucas as entidades que oferecem
cursos de formação de professores de japonês. Exceto
os cursos de licenciatura em Letras-Japonês que têm como
objetivo a formação de professores de japonês, não
temos nenhum outro curso desta natureza, em nível médio
ou superior, reconhecido pelo MEC.
Em 1985 houve a criação do 1º Curso de Formação
de Professores de Língua Japonesa, ministrado pelo Centro de
Estudos da Língua Japonesa, porém, este curso não
tem o reconhecimento do MEC.
A certificação interfere na contratação
dos professores, não somente nas universidades, mas também
nas escolas estaduais ou particulares de ensino fundamental e médio
que oferecem a língua japonesa como matéria optativa ou
como matéria inclusa na grade curricular. Por esta razão,
muitos professores que ministram aulas nestas escolas possuem cursos
de licenciatura em outras áreas, como matemática, história,
etc., e são contratados como professores proficientes em língua
japonesa. Já, as escolas de língua japonesa particulares
não exigem a licenciatura em japonês para a contratação
dos professores. Porém, muitas destas escolas adotam a pontuação
dos professores através de certificados e cursos da área,
a fim de definir o nível deles.
O Ensino de Língua Japonesa nas Escolas
Públicas e Particulares de Nível Fundamental, Médio
e Superior
As primeiras escolas particulares de ensino fundamental e médio
a oferecer o curso de japonês foram o Centro Educacional Pioneiro,
em 1961, e o Instituto Educacional Itamaraty, em 1969. Após estas,
notamos a inclusão da língua japonesa como matéria
extracurricular ou como matéria inclusa em sua grade curricular
em diversas outra escolas. A maioria delas incluiu o japonês na
década de 90. No “Ensino de Língua Japonesa –Escolas
e Cursos”, um levantamento de dados feito pelo Centro de Língua
Japonesa da Fundação Japão de São Paulo,
constam 22 escolas de ensino fundamental e médio com aulas de
língua japonesa.
Em 1986, foi criado o CELEM – Centro de Línguas Estrangeiras
Modernas, no estado do Paraná, com a finalidade de ofertar o
ensino plurilingüe para os alunos da rede pública estadual
de ensino fundamental e médio, a partir da 5ª série.
O departamento responsável pelos CELEMs na Secretaria de Estado
da Educação do Paraná é a DELEM –
Divisão de Línguas Estrangeiras Modernas. Ela atende 161
escolas de 86 municípios do Paraná, oferecendo cursos
de línguas para aproximadamente 13.335 alunos, regularmente matriculados
nas escolas estaduais. São ofertados 8 idiomas: Alemão,
Espanhol, Francês, Italiano, Japonês, Ucraniano, Polonês
e podendo incluir a Língua Indígena. O japonês foi
implantado em 1989, em Maringá. Atualmente, o CELEM conta com
o curso de língua japonesa em 7 municípios: Assaí,
Cornélio Procópio, Londrina, Maringá, Santa Isabel
do Ivaí, Paranavaí e Guaíra.
Em 1987, foi criado no estado de São Paulo, o CEL - Centro de
Estudos de Línguas, um projeto da Secretaria de Estado da Educação
que oferece aos alunos da rede estadual a possibilidade de estudar outros
idiomas estrangeiros, além dos oferecidos nos quadros regulares.
A criação do CEL decorreu da necessidade da escola oferecer
ensino da língua espanhola, no contexto da política de
integração do Brasil na comunidade latino-americana, em
finais da década de 80. Atualmente, são oferecidos cursos
de cinco línguas: espanhol, francês, italiano, alemão
e japonês. A inclusão do curso de japonês foi em
1989, em Registro. Atualmente existem 77 CELs, sendo que o japonês
é ministrado em 15 CELs: Adamantina, Assis, Bauru, Cotia, Marília,
Presidente Prudente, Registro, São José dos Campos, Suzano,
Tupã, e em 5 CELs na cidade de São Paulo (Indianópolis,
Mirandópolis, Ipiranga, Itaquera e Interlagos).
Os professores dos CELs recebem orientação técnica
da Secretaria de Estado da Educação através da
Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP), que atuam
em parceria com instituições especializadas nas respectivas
línguas.
Concernente ao ensino de japonês em nível superior, conforme
os dados do “Ensino de Língua Japonesa – Escolas
e Cursos”, há 5 universidades com o curso de graduação
em Letras – Japonês, 3 que oferecem a disciplina de língua
japonesa como optativa de língua estrangeira, e 17 como curso
de extensão universitária.
As Tendências do Ensino de Língua
Japonesa no Brasil
De acordo com informações concedidas pelas Secretarias
de Estado da Educação do Paraná e de São
Paulo, houve um aumento do número de alunos e escolas de ensino
fundamental e médio que ministram o japonês nos CELs e
CELEMs, e a maioria dos alunos não são descendentes de
japoneses. Segundo dados destas Secretarias, constam 409 alunos matriculados
nos cursos de japonês do CELEM, e 849 alunos nos do CEL, no segundo
semestre de 2003.
Houve, também, o aumento do número de escolas particulares
de ensino fundamental e médio que oferecem a língua japonesa,
segundo a última pesquisa realizada pelo Centro de Língua
Japonesa da Fundação Japão em São Paulo.
No ensino superior, ao longo dos últimos dez anos, houve também
o aumento do número de cursos em nível de extensão
universitária e como opção de disciplina de língua
estrangeira, como podemos notar na última pesquisa citada acima.
Por outro lado, segundo a pesquisa de dados junto às entidades
educacionais de ensino da língua japonesa no Brasil realizada
pela Fundação Japão, onde incluem-se escolas de
língua japonesa particulares, o número de aprendizes têm
diminuido ao longo destes últimos dez anos. Em 1993, esta mesma
pesquisa constatou que havia 18.372 estudantes de língua japonesa,
sendo que desse total, 642 eram alunos da instituições
públicas de ensino. Em 1998, o total tinha reduzido para 16.678
sendo que 3.084 estudavam na rede pública de ensino. Os últimos
dados desta pesquisa foram coletados em 2003 e constam no “Present
Condition of Overseas Japanese-Language Education” (As Condições
Atuais do Ensino de Língua Japonesa no Exterior) compilado pela
Fundação Japão, em Urawa, Japão.
Informações sobre o Ensino de Língua
Japonesa no Brasil
Os dados utilizados neste texto são encontrados nos locais abaixo
relacionados.
Entidades
Centro de Estudos da Língua
Japonesa - Rua Manoel de Paiva, 45 – Vila Mariana –
04545-020 – São Paulo – SP - Tel./FAX: (11) 5579-6513,
5574-0111 – site: www.celj.com.br
- e-mail: fcenter@celj.com.br
Centro de Língua Japonesa - Fundação
Japão em São Paulo - Av. Paulista, 37, 2º
andar – Paraíso – 01311-902 – São Paulo
– SP - Tel.: (11) 288-4971 – FAX: (11) 3284-4424 - www.fjsp.org.br
- e-mail: jpn@fjsp.org.br
Secretaria de Estado da Educação
de São Paulo CENP – Coordenadoria de Ensino e
Normas Pedagógicas - Praça da República, 53 –
Centro – 01045-930 – São Paulo – SP - Tel.:
(11) 3218-2113 - FAX: (11) 3231-1301 – site: cenp.edunet.sp.gov.br
- e-mail: cenp-pec@educacao.sp.gov.br
Secretaria de Estado da Educação
do Paraná - Rua Salvador Ferrante, 1651 – 81670-390
– Curitiba –PR - Tel.: (41) 377-1762 - FAX: (41) 377-1825
– site: www.pr.gov.br/seed
- e-mail: sheilacord@pr.gov.br
b. Pesquisa de Dados
Centro de Língua Japonesa
- Fundação Japão em São Paulo.
“Ensino de Língua Japonesa – Escolas e Cursos”,
São Paulo, 2003
The Japan Foundation Japanese-Language
Institute, “Present Condition of Overseas Japanese-Language
Education”, Urawa, 2003
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